Alckmin nega que tenha pedido para apagar gravação em que fala sobre guilhotina

Declaração foi dada semana passada e teria causado constrangimento entre aliados

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

16 de maio de 2013 | 16h55

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin negou nesta quinta-feira,16, que tenha pedido para apagar a gravação em que aparece dizendo que faltaria guilhotina para cortar a cabeça dos políticos corruptos do País. A informação foi publicada no jornal O Globo.

"Eu não pedi pra apagar. Pelo contrário, eu acho que o que a gente sente, a gente deve...", disse o governador, sem terminar a frase, para, em seguida, citar um penasmento do escritor francês François Fénelon que diz que o "homem digno de ouvido é aquele que da palavra só se serve para pensar, e do pensamento só se serve para a verdade e a virtude ."

A declaração foi dada em um evento na semana passada e foi publicada pelo jornal Folha de S.Paulo.

Na ocasião, ao lançar uma plataforma para facilitar o acesso a informações públicas, Alckmin disse que o "povo não sabe de um décimo do que se passa contra ele", pois, se soubesse, "ia faltar guilhotina para a Bastilha, para cortar a cabeça de tanta gente que explora esse sofrido povo brasileiro". A fala do governador teria causado constrangimento entre aliados.

Apesar de ser um costume da assessoria de imprensa gravar todas as cerimônias que o governador participa, o Estado pediu para ter acesso ao vídeo na semana passada e foi informado de que o registro não havia sido feito.

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