Alckmin nega que PSDB já tenha escolhido seu nome

O governador de São Paulo e pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin (PSDB), negou, no início da tarde, em entrevista coletiva, que a legenda já tenha escolhido a indicação dele para disputar a campanha presidencial deste ano. Ele aproveitou o encontro com a imprensa para reiterar que "o personalismo está em segundo plano" e que acatará qualquer decisão de escolha de candidatura estabelecida pela direção da sigla, uma vez que o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), pode também apresentar-se como pré-candidato ainda hoje."Não se trata de uma decisão pessoal, mas coletiva. O processo de conversa e entendimento continua e não há nenhuma definição", disse o governador, após assinar convênio em que liberará R$ 34,9 milhões, do Fundo Metropolitano de Financiamento e Investimento (Fumefi), para atender às demandas de investimentos de dez municípios mais pobres da Região Metropolitana de São Paulo.Alckmin confirmou que, ainda hoje, deverá se reunir com o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), e com o presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), responsáveis por coordenar o processo de escolha do candidato presidencial pelo partido. "Não sei se a decisão sai hoje. O processo está em seu epílogo, passando por um amadurecimento, e temos de aguardar, porque será resolvido nos próximos dias", esquivou-se.Informações que chegam de Brasília dão conta que Alckmin vai se reunir com os dirigentes tucanos na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes, ainda hoje, informação não está confirmada pelo governador e nem pelos assessores do governo paulista.Alckmin também não quis detalhar o conteúdo da conversa que ele manteve ontem com o prefeito José Serra, limitando-se a dizer que ambos sempre estão de acordo "em princípios, valores, espírito público, parceria e unidade partidária". Em seguida, ele rasgou elogios a Serra, dizendo ser o prefeito paulistano um dos homens públicos mais bem preparados do País, um dos fundadores do PSDB e que está realizando "um grande trabalho na Prefeitura".Apesar dos elogios a Serra, Alckmin não quis comentar a possibilidade de o prefeito ser indicado para disputar sua sucessão no governo paulista, da mesma forma que também não teceu análise sobre a eventual candidatura do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para o Senado. "Essa é uma hipótese, mas que não foi colocada para mim. E seria deselegante a gente fazer especulação nesse sentido."Durante o evento de assinatura do convênio, Alckmin chegou a interromper uma manifestação do secretário-executivo do Fumefi, Widerson Anzelotti, que prometia, junto com prefeitos da região metropolitana, trabalhar pelo nome do governador "de casa em casa e de rua em rua". Com as mãos, o governador fez um gesto negativo para interromper a manifestação do secretário. "Esse é um evento de governo e não político-partidário. Podem olhar em volta e vocês verão prefeitos dos mais diversos partidos políticos, e não só do PSDB", justificou Alckmin, na entrevista coletiva.

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