Alckmin nega preocupação com jantar entre Serra e cúpula tucana

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, negou nesta sexta-feira que o jantar ocorrido entre o prefeito paulistano, José Serra, e os principais líderes do PSDB na noite de ontem seja motivo de preocupação em relação a seus planos de ser escolhido para disputar a corrida presidencial. O jantar, que contou com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidente do PSDB, o senador Tasso Jereissati, e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, além de Serra, ocorreu em um restaurante da capital paulista, logo após todos eles - inclusive Alckmin - terem participado de um evento em homenagem ao deputado Alberto Goldman."É normal", disse Alckmin, reconhecendo que não chegou a ser convidado para se juntar a seus colegas de partido. "Política é conversa e eu sempre tenho defendido o entendimento", acrescentou. Ele enfatizou que os caciques tucanos haviam se programado para um jantar com ele na quarta-feira, mas disse que ele próprio teve que desmarcar o encontro para comparecer a um compromisso em Santa Catarina. "O jantar comigo teria sido na quarta-feira à noite", disse Alckmin, acrescentando que a reunião será remarcada para os próximos dias.Apesar de o governador deixar claro que a cúpula tucana está agendando encontros específicos com cada um de seus possíveis candidatos à presidência da República, Serra insistiu que o janta foi resultado do improviso. Segundo ele, os quatro decidiram sair para jantar pois não teriam conseguido comer durante o evento em homenagem a Goldman. Serra sugeriu ainda que o governador só não foi convidado pois já havia deixado o evento no momento em que o jantar foi acertado."Não deu para comer porque havia muita gente, muita conversa política", disse o prefeito. "Foi combinado lá no jantar do Goldman. Acho que ele (Alckmin) já tinha ido embora", acrescentou. Ele enfatizou ainda que o grupo em momento algum quis manter o encontro em sigilo, tanto é que escolheu um restaurante conhecido, o Massimo. "Se alguém quisesse fazer uma reunião secreta não iria escolher um lugar conhecido." Serra reconheceu, no entanto, que o tema da escolha do candidato do PSDB à presidência da República apareceu na conversa. "Falou-se da eleição, mas não foi nem a principal conversa", ponderou.Serra e Alckmin participaram nesta sexta-feira da cerimônia de posse do novo professor titular do departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Miguel Srougi. No evento, estavam presentes outros políticos, entre eles o vice-presidente da República, José Alencar, e o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL).

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