NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Alckmin nega dívida com Metrô e prevê trocar lanche por marmita na merenda escolar

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo cobrou do governador explicações sobre repasses e pagamentos relativos à Linha 4-Amarela; segundo a corte, governo deixou de repassar R$ 332,7 mi

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

06 de maio de 2016 | 20h47

RIBEIRÃO PRETO - Apesar de o Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE) cobrar explicações em até dez dias sobre repasses e pagamentos relativos à Linha 4-Amarela da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), o governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta sexta-feira, 6, que o Estado não tem dívidas com a empresa. "Não houve nenhum prejuízo ao Metrô. Zero, zero, zero. O Estado não tem nenhuma dívida com o Metrô", disse Alckmin.

O pedido, feito nesta sexta, acontece após o governo paulista deixar de repassar à estatal valores da compensação tarifária para quitar obrigações contratuais com a concessionária, um total de R$ 332,7 milhões. "O governo do Estado investiu, só no meu mandato, desde 2011, R$ 13 bilhões e vamos investir este ano mais R$ 3 bilhões. Não há prejuízo", resumiu o governador a jornalistas durante visita a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

Merenda. Indagado sobre outro tema polêmico de seu governo, as denúncias de irregularidades na merenda escolar nas escolas públicas, o governador voltou a defender as investigações e afirmou, após ser questionado algumas vezes, ser favorável à apuração pela Assembleia Legislativa. Deputados de oposição tentam, sem sucesso - já que o governo tem a maioria no parlamento paulista - protocolar o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito na Assembleia para investigar as denúncias de superfaturamento na merenda investigadas pelo Ministério Público e pela polícia. "Assembleia Legislativa é outro poder, mas somos favoráveis (à investigação)".

Ainda sobre a alimentação nas escolas, Alckmin revelou que pretende fazer uma consulta aos alunos de estabelecimentos públicos de ensino que estudam em tempo integral, se em vez de dois lanches diários estariam dispostos a se alimentar com um almoço. "Aluno que fica meio período, tem lanche. Mas temos 50 mil alunos em tempo integral e vamos fazer uma consulta se preferem almoço. Vamos comprar a marmita e entregar", disse. "Quem quiser, vamos trocar os dois lanches e fazer refeição. Não temos cozinha nas escolas, então a gente faria a licitação e entregaria (a refeição)".

Temer. Já tratando o vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) como "presidente", o governador paulista voltou a se posicionar contrariamente à indicação de nomes do PSDB para um novo governo, caso a presidente Dilma Rousseff (PT) seja afastada. No entanto, Alckmin admitiu que o partido deve colaborar, caso seja chamado por Temer a indicar nomes para o ministério. "Vamos apoiar, o governo pode contar conosco e terá todo apoio para reformas. Tenho defendido que o PSDB não indique ninguém. Mas se o presidente (Temer) precisar, vamos fazer indicações", concluiu. 

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