Alckmin nega conversa com Serra e diz que decisão cabe a ex-governador

Ex-governador ainda não formalizou inscrição nas prévias que vão escolher nome tucano para disputa em SP; prazo termina nesta terça

Gustavo Uribe, da Agência Estado

14 de fevereiro de 2012 | 12h29

Ampliado às 12h56

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), admitiu nesta terça-feira, 14, que o PSDB de São Paulo poderá aguardar o veredicto do ex-governador José Serra com relação à sua entrada na disputa pela Prefeitura de São Paulo, nessas eleições. O prazo para a inscrição nas prévias tucanas para a escolha do candidato à Prefeitura termina nesta terça e até o momento Serra não fez a sua inscrição. Apenas quatro nomes estão no páreo dessa disputa interna, prevista para 4 de março. Questionado se esta terça seria o prazo final para Serra decidir se participará ou não da corrida eleitoral 2012, como prevê a resolução do PSDB, Alckmin respondeu: "Se ele quiser ser candidato, é um ótimo candidato, preparado e sério". Ante a insistência dos jornalistas, sobre a data limite das prévias, complementou: "Esta é uma decisão pessoal do José Serra que nós devemos aguardar."

Alckmin negou que tenha conversado, nos últimos dias, com o ex-governador José Serra a respeito das eleições municipais. "Eu não tenho nenhum fato novo, nenhum fato novo", frisou. Apesar da declaração de Alckmin, fontes ligadas ao governo informaram que, nos últimos dias, Serra tem consultado aliados próximos de Alckmin sobre a eventual entrada na disputa municipal em São Paulo. Em janeiro, o ex-governador teria dito a aliados que não pretendia disputar este pleito e que estaria focado apenas na sucessão presidencial de 2014. Os quatro pré-candidatos tucanos inscritos para as prévias de 4 de março são os secretários estaduais da Cultura, Andrea Matarazzo, da Energia, José Aníbal e do Meio Ambiente, Bruno Covas, além do deputado federal Ricardo Trípoli.

Serra teria reavaliado a decisão de disputar as eleições em razão das negociações entre o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o PT por uma aliança com o pré-candidato Fernando Haddad. Apesar de cortejar os petistas, Kassab declarou em ocasiões passadas que apoiaria Serra, caso ele saísse candidato.

Nessa terça, o Estado mostrou que PT e PSB, presidido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, articulam aliança para chapa de Haddad. A indicação teria aval de Kassab e, se fosse consolidada, seria uma solução para manter o PSD próximo do PT, mas sem desgastar o relacioamento com a militância petista contrária à união. Em troca, o partido de Kassab ficaria com a promessa de ter um cargo em 2014, vice-governador de São Paulo ou senador.

Cracolândia. O governador anunciou nesta terça investimento de cerca de R$ 250 milhões, nos próximos dois anos, na implantação de 700 novos leitos de internação para dependentes em álcool e drogas, em São Paulo. Os novos leitos, segundo ele, irão totalizar 1,2 mil vagas custeadas pelo governo estadual. Em discurso, ele voltou a defender a operação policial realizada recentemente na cracolândia e destacou que foi uma ação importante, tanto do ponto de vista social, como de saúde pública. "Hoje, se puder fazer um balanço, nós avançamos." Alckmin disse que aumentou a procura de dependentes ao Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas (Cratod). E anunciou, ainda, que a partir de março, a assistência aos usuários passará a funcionar em período integral. Atualmente, a Secretaria de Estado da Saúde mantém 482 leitos para internação de dependentes químicos em São Paulo.

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