AP Photo/Eraldo Peres
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Alckmin não descarta concorrer ao governo de SP em 2022

Projeto contraria estratégia de João Doria de aliança com o DEM

Pedro Venceslau e Cecilia Ramos, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2019 | 08h37

SÃO PAULO - Aclamado recentemente em um evento com prefeitos e vereadores tucanos como futuro candidato do PSDB ao governo paulista em 2022,  o ex-governador Geraldo Alckmin não descarta possibilidade de pleitear a vaga, o que contraria os interesses do governador João Doria.

Após participar na noite de segunda, 21, ao lado de Doria de uma solenidade em homenagem ao ex-governador André Franco Montoro na Assembleia Legislativa, o ex-governador foi questionado sobre seu projeto político. Alckmin descartou disputar com Bruno Covas a candidatura à Prefeitura no ano que vem, mas não fez o mesmo em relação ao Palácio dos Bandeirantes.

"Não tenho decisão a esse respeito. Não é hora disso", afirmou. 

A estratégia de Doria para 2022 prevê que o PSDB abra mão de disputar o governo paulista e apoie o vice governador, Rodrigo Garcia (DEM), que assumirá o cargo por pelo menos oito meses quando o tucano for disputar à Presidência. Em troca, o DEM apoiaria o projeto presidencial de Doria.

Esse movimento, porém, encontra resistência em uma ala significativa do PSDB, especialmente nas bases. Os tucanos "históricos" também não estão alinhados com o projeto de Doria e preferem manter o partido à frente do Palácio dos Bandeirantes.

Aliada de Doria, a deputada estadual Carla Morando, líder do PSDB na Assembleia, deixou as portas abertas para o ex-governador. "Ele tem todas as prerrogativas para ser candidato a governador", afirmou. Além de Alckmin e do governador, estiveram na solenidade o presidente nacional do PSDB, Bruno Araújo, o presidente da Assembleia, Cauê Macris, e o ex-senador José Aníbal.

Doria foi embora sem falar com a imprensa, mas Alckmin aproveitou a ocasião para criticar o presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Bolsonaro tem uma agenda totalmente equivocada. Qual a proposta do governo para a área tributária? Qual a proposta na área internacional? Tem que ter uma agenda de competitividade", disse.

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