Alckmin minimiza resultado de pesquisa que dá vitória a Lula

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, um dos pré-candidatos do PSDB à Presidência da República minimizou o resultado da pesquisa Datafolha, na qual sua intenção de voto caiu de 20% para 17%, e disse que duvida que o PT obtenha mais um mandato na Presidência. "Acho difícil o PT ter mais um mandato", afirmou, destacando que sua oscilação no levantamento "é mínima".Em visita a Sorocaba, no interior de São Paulo, Alckmin reafirmou que o bom desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é reflexo do "monólogo" que o petista faz hoje. "Quem está na televisão full time é o presidente, mas isso muda com a campanha eleitoral", apostou.Segundo Alckmin, o fato de a pesquisa Datafolha mostrar que Lula supera o também tucano José Serra, outro presidenciável do PSDB, não é reflexo da demora de seu partido em definir o adversário do petista na eleição de outubro. Para o governador, a pesquisa desta quarta-feira retrata o nível de conhecimento dos candidatos, mas não a intenção de voto. "O que contribui (para o crescimento de Lula) é o fato de o presidente ter uma grande exposição na mídia. Ele está recuperando o percentual que tinha anteriormente. Não há nenhuma mudança significativa", afirmou.Alckmin reafirmou que o PSDB está buscando entendimento para escolha do candidato a presidente e não há razão no momento para se discutir prévia. Admitindo estar mais "zen" desde o almoço de terça-feira com os principais líderes do partido, o presidente nacional do partido, senador Tasso Jereissati, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, Alckmin ressaltou estar cumprindo "passo a passo" o roteiro partidário. "Conversei com a direção do partido, com governadores, deputados federais, senadores, deputados estaduais e prefeitos. Estamos em processo de entendimento", observou.Alckmin reiterou que deixa o Palácio dos Bandeirantes no dia 31 de março, data limite para a desincompatibilização, e que ainda em março o PSDB apresentará o candidato oficial do partido. "Política é conversa. Não tem correria, não tem data fatal. É entendimento e as conversas estão caminhando", finalizou.

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