Alckmin levanta financiamento para ?fábrica de cultura?

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), vai assinar na próxima semana, em Washington, um financiamento de US$ 20 milhões com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a construção de nove "fábricas de cultura" na capital paulista. Embora o governador não admita publicamente, essa será a resposta da administração tucana - e deverá ser explorada pela campanha do candidato José Serra (PSDB) à Prefeitura - aos Centros de Educação Unificada (CEUs) criados na gestão Marta Suplicy (PT), candidata à reeleição.Essas "fábricas" serão centros artísticos reunindo teatro, música, artes plásticas, danças e esportes num único espaço, a serem instalados nas regiões mais violentas da capital paulista e contará ainda com contrapartida de US$ 10 milhões do governo estadual. "São localidades determinadas por pesquisa da Fundação Seade e o financiamento já foi autorizado pelo Senado", afirmou hoje o governador em entrevista coletiva.Os bairros de Brasilândia (onde Marta inaugurou sábado o CEU da Paz), Capão Redondo, Jardim São Luiz, Sapopemba, Guaianazes, Vila Curuçá, Itaim Paulista, Cachoeirinha e Cidade Ademar serão agraciados com a instalação das fábricas. "Vamos levar cultura onde há violência, dando outra opção de lazer aos jovens no lugar das drogas e bebidas alcoólicas", garantiu, informando que todas as unidades serão inauguradas ainda esse ano.ChinaA viagem de Alckmin à capital norte-americana procederá a visita que ele fará à China acompanhando a missão comercial e política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com embarque agendado para sexta-feira (21/5). Durante os cinco dias em que permanecerá no território chinês, passando pelas cidades de Shangai e Pequim, o governador paulista apresentará oportunidades de investimentos no Estado, principalmente em Parcerias Público-Privadas (PPPs)."Queremos a China como investidora, tanto pelo lado do governo chinês, como pelos investidores privados. Os chineses têm entre US$ 2 bilhões e US$ 5 bilhões para aplicar no Brasil", justificou.Entre os projetos paulistas de interesse já manifestado pelos chineses estão os trechos sul do Rodoanel Metropolitano e do Ferroanel Metropolitano, a expansão dos portos de Santos e São Sebastião, e de aeroportos no interior do Estado. "Queremos a China como plataforma exportadora de São Paulo e, em mão inversa, que os chineses usem nossa infra-estrutura para atender o Brasil e toda a América Latina", adicionou.O Estado vê oportunidades de ampliação de exportações de automóveis, aviões e softwares, e, entre comodities agrícolas, complexo soja, etanol (para mistura na gasolina), açúcar, carne bovina, frango, frutas e café, entre outros. "Vamos avançar na venda de produtos de valor agregado", garantiu o governador. Ele preferiu não estimar, porém, em quanto o comércio bilateral dos dois países e, mais especificamente, entre São Paulo e os chineses, poderá aumentar após a viagem.Na passagem por Xangai, Alckmin inaugurará o escritório de representação de São Paulo, a ser instalado no mesmo imóvel da filial chinesa da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

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