Alckmin lança programa e defende parceria com PT caso eleito

Ao lançar seu programa de governonesta sexta-feira, o candidato à prefeitura de São PauloGeraldo Alckmin (PSDB) defendeu uma parceria com o PT casovença a eleição. Para ele, a disputa se encerra no dia 26 deoutubro, data do segundo turno das eleições municipais. "Não há razão nenhuma para termos terceiro ou quartoturnos. Não tem sentido. No que depender de mim, quando acabara disputa eleitoral é todo mundo para trabalhar pela cidade",disse Alckmin a jornalistas. "A disputa com o PT se encerra no dia 26, é uma disputaeleitoral", previu. Consultado, Carlos Zarattini, deputado petista ecoordenador-geral da campanha da candidata Marta Suplicy (PT),demorou um pouco a entender o que o ex-governador haviadeclarado e depois preferiu ser conciso. "Posso dizer a mesma coisa. Vamos nos dar bem com quemperder, é isso", afirmou à Reuters. Alckmin ainda comparou essa postura em São Paulo com avotação da reforma da Previdência em 2003, primeiro ano dopresidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do governofederal. "Ela só foi aprovada porque teve os nossos votos", disseele, referindo-se ao PSDB. Se vencer a eleição, Alckmin também prevê um bomrelacionamento com o presidente Lula. "Ele não é presidente doPT, é presidente de todos os brasileiros". SEM ESTRELAS No lançamento do programa de governo, realizado em um clubeda capital, Alckmin não contou com a presença das estrelas dopartido. No auditório montado como uma arena e utilizado comocenário para gravação da propaganda eleitoral gratuita na TV,estavam presentes deputados tucanos (Paulo Renato, SilvioTorres, Julio Semeghini), o candidato a vice, Campos Machado(PTB), o senador Romeu Tuma (PTB) e o ex-secretário de Educaçãoe candidato a vereador Gabriel Chalita. Em seu discurso, Campos Machado disse que Alckmin,religioso e discreto, quer "transformar a cidade em uma cidadecomposta por famílias". Depois, como em uma missa, pediu quetodos segurassem as mãos uns dos outros e gritassem "boa sorte"para o candidato. Alckmin afirmou em sua fala que não vai atacar osadversários. "Isso aqui não é vale tudo. Política é amor pelaspessoas". Ainda assim, afirmou que a área da saúde do municípiosofre de "baixa resolutividade" e que o governador José Serra(PSDB), quando assumiu a prefeitura deixada por Marta encontrou"tudo parado". No programa de governo, que prioriza o setor de saúde,Alckmin planeja a construção de três novos hospitais nosbairros de Parelheiros, Brasilândia e São Mateus. O texto de 58páginas aponta ainda falta "expressiva" de médicos naprefeitura. Na educação, promete criar o professor visitador, que iriaà casa dos alunos. No transporte, afirma que o município vaimanter os investimentos no metrô, que foram iniciados pelaatual gestão de Gilberto Kassab (DEM).(Reportagem de Carmen Munari)

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