Alckmin ironiza elogio de Lula ao governador paulista

O pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, ironizou os elogios feitos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à atuação do governador paulista Claudio Lembo durante a crise na segurança pública, após os ataques da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). "Fico contente pelo presidente tê-lo elogiado, porque até agora ele só elogiava os 40 ladrões", disse.Alckmin traçou hoje no Rio Grande do Sul um quadro desastroso para o agronegócio brasileiro. Ele classificou a atual situação econômica do país de "gravíssima". "Não existe uma política agrícola, nem cambial, os juros e o custo de produção estão altíssimos e não há preço mínimo", enumerou. "A insegurança no campo é grande". A visita de Alckmin ao Estado centrou o foco especialmente no agronegócios. Além de se reunir com o presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, o pré-candidato do PSDB esteve também na 14ª Fenarroz, realizada no município de Cachoeira do Sul. Ele criticou a política monetária implementada pelo governo Lula, a falta de uma política agrícola e aproveitou para defender a renegociação das dívidas dos agricultores. "É fundamental que haja uma renegociação das dívidas dos produtores, vou trabalhar muito pelo seguro rural", prometeu.O tucano destacou que a perda de renda do produtor, somada à diminuição da área plantada deverá resultar na falta de produtos no mercado. "O setor de grãos é um que está visivelmente prejudicado", exemplificou. Segundo o pré-candidato do PSDB, o Brasil deveria estar exportando, fazendo acordos comerciais e não diminuindo a área plantada. "Temos que melhorar a logística do campo, rever a carga tributária e não ficar falando em `cretinices´ ", disse Alckmin, referindo-se ao termo utilizado por Lula em encontro realizado na semana passada com integrantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag). O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, disse ter levado a Alckmin o mesmo documento entregue ao presidente Lula na semana passada. "São reivindicações do campo, medidas que devem ser adotadas a curto, médio e longo prazos", explicou. "Ele demonstrou boa receptividade às nossas idéias".

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