Alckmin: invasões são "desserviço" à reforma agrária

A retomada das invasões de terrapelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem- Terra (MST), com a invasão ontem de duas fazendas no Estado de São Paulo, são "desserviço à bandeira correta da reforma agrária". A opinião édo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que participou há pouco do hasteamento da bandeira da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (Unctad), no Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo. "Se verificarmos, são sempre os mesmos que invadem aqui, saem e invadem lá. É muito mais um movimentopolítico para chamar a atenção, do que outra coisa", criticou.O governador afirmou que o Estado seguirá acompanhando as negociações para a liberação das áreas invadidas. Ele espera que os proprietários das duas fazendas ingressem na Justiça compedido de reintegração de posse. "Se o Poder Judiciário conceder a reintegração, deverá ser cumprida sem dificuldades para o bemda democracia. Se isso não acontecer e for pedida ação policial, vamos cumprir porque senão isso aqui vira bagunça", garantiu.Alckmin comentou também não ver razão para o MST ter escolhido São Paulo para intensificar as invasões no mês de comemoração do aniversário do movimento. "São Paulo tem apenas 3% do território nacional e já conta com o sistema fundiáriomodificado", argumentou, ao lembrar que, desde o primeiro mandato do falecido governador Mário Covas, em 1995, mais de sete mil famílias foram assentadas no Estado. "Nesse momento, aguardamos decisão judicial para coleta de terra paraassentarmos mais mil famílias no Pontal do Paranapanema. Não vejo razão para priorizarem o Estado em suas ações políticas".

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