Alckmin iniciará série de encontros para ampliar alianças

Com o objetivo de integrar os políticos à sua campanha, o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, inicia na próxima semana uma série de encontros com parlamentares. É um movimento para se tornar mais conhecido entre as bancadas e criar um ambiente de troca de informações para consolidar o discurso regional. Ainda por meio desses contatos, Alckmin poderá influir pessoalmente na montagem dos palanques e ter uma visão mais clara da situação política nos Estados.Na terça-feira, o presidenciável vai discutir o cenário político do Rio Grande do Sul, onde PSDB e PFL estão em campos opostos. Sua participação foi decisiva, na quinta-feira, para selar o acordo entre o PFL e o PSDB da Bahia, onde garantiu o palanque do governador pefelista Paulo Souto.No mesmo dia, o governador de Minas, Aécio Neves, prometeu ao pré-candidato "arregaçar as mangas" e ajudar também na solução das pendências estaduais. Ele ficou de conversar com a senadora Roseana Sarney, do PFL, e tentar um acordo no Maranhão. Mas, os próprios tucanos acham difícil, já que o PSDB maranhense insiste em apoiar a candidatura de Jackson Lago, do PDT.Paralelamente às articulações políticas de Alckmin, a serem realizadas em Brasília, seus assessores técnicos estarão trabalhando no conteúdo dos discursos que serão regionalizados. Para cada Estado do Nordeste será preparado um texto específico enfocando os interesses e as necessidades da população. Assim, quando desembarcar em um Estado, Alckmin estará com o discurso na ponta da língua para dizer aquilo que o povo gostaria de ouvir, evitando muitos improvisos. O nordeste e o norte, onde é menos conhecido, continuam prioridades.O assessor João Carlos Meirelles, que trabalha na elaboração do programa de governo, se reunirá com técnicos e políticos, também na terça-feira, para discutir a situação da agricultura e propor saídas para a crise do agronegócio. O coordenador da campanha, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), disse que muitas das dificuldades decorrem das limitações legais do pré-candidato, que só pode iniciar a campanha depois das convenções partidárias, em junho.Enquanto isso, o presidenciável tenta popularizar seu nome em lugares onde é pouco conhecido, contando com a estrutura dos partidos aliados. A expectativa é a de melhorar seu desempenho a partir dos acordos regionais que vão propiciar a incorporação à campanha de candidatos aos governos, ao Senado e para as eleições proporcionais. A coligação com o PFL deve ocorrer até final deste mês e os tucanos esperam que o PMDB decida no próximo sábado, em convenção, não lançar candidato próprio ao Palácio do Planalto.

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