Alckmin gastou com cada voto R$ 2,97; os de Skaf custaram R$ 18

Para sair vitorioso, tucano investiu total de R$ 34,2 milhões; já Mercadante, seu principal rival, teve despesas de R$ 20,2 mi

Roberto Almeida e Lucas de Abreu Maia/SÃO PAULO, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2010 | 21h28

As duas principais campanhas ao governo paulista, capitaneadas pelo eleito Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo candidato derrotado Aloizio Mercadante (PT), somaram R$ 54,4 milhões, segundo dados prestados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no início de novembro. Cada voto para Alckmin custou R$ 2,97 e, para Mercadante, R$ 2,25.

 

Alckmin conseguiu vencer as eleições em São Paulo ainda no primeiro turno, detentor de 187 mil votos a mais do que os 50% necessários. Ele angariou, ao todo, 11.519.314 eleitores no Estado, o que correspondeu a 50,63% dos registros válidos nas urnas.

 

Para sair vitorioso, o tucano gastou ao todo R$ 34,2 mi e teve, segundo sua campanha, uma sobra de R$ 3,3 milhões que foram devolvidos ao diretório estadual paulista do PSDB. As principais doadoras de Alckmin foram empreiteiras com interesse em obras públicas, que lhe ofereceram R$ 15,2 milhões para bater o candidato do PT nas urnas.

 

Mercadante, por sua vez, ficou com 35,23% dos votos válidos, o que correspondeu a 8.016.866 eleitores paulistas. Seu gastos de campanha foram de R$ 20,2 milhões – exatamente o mesmo valor que arrecadou, segundo declaração prestada ao TSE. De acordo com o tesoureiro de Mercadante, Eduardo Tadeu Pereira, o petista não deixou dívidas. Empreiteiras fizeram doações que somaram R$ 5,8 mi ao caixa do petista.

 

Alto custo. O candidato ao governo paulista que mais investiu em seu eleitorado, porém, foi o neossocialista Paulo Skaf (PSB). O presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) gastou R$ 18,5 mi em uma campanha que conquistou pouco mais de 1 milhão de votos, deixando-o em quarto lugar na disputa.

 

Ou seja, cada eleitor custou a Skaf quase R$ 18 – nove vezes mais que seus principais adversários. O neossocialista, que contratou Duda Mendonça como marqueteiro, ainda deixou uma dívida de campanha de R$ 1,7 mi. De acordo com o tesoureiro da campanha de Skaf, Nilton Bastos, o débito já foi assumido pelo PSB.

 

Fábio Feldmann (PV) gastou R$ 1,4 milhão em sua campanha. Como recebeu 940.379 votos, o que lhe garantiu o quinto lugar, o custo de cada voto foi de R$ 1,48 – valor inferior ao de Alckmin e Mercadante.

 

Celso Russomanno (PP), que ficou em terceiro lugar na disputa, não apresentou a prestação de contas à Justiça Eleitoral.

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