Alckmin faz declaração pública pró-Doria para prévias do PSDB

Governador afirma, emjantar, que ficará ‘muito feliz’ se o empresário for o candidato do partido aprefeito de São Paulo

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

16 de dezembro de 2015 | 07h48

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse nesta segunda-feira, 14, à noite, durante um jantar na casa do empresário Flávio Rocha, que ficaria “muito feliz” caso o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo seja o empresário João Doria Júnior.

Horas antes, o diretório municipal do PSDB na capital paulista havia marcado para o dia 28 de fevereiro as prévias que vão definir o representante tucano na disputa pela sucessão do petista Fernando Haddad.

Citando o escritor francês Victor Hugo, Alckmin anunciou sua satisfação com a candidatura de Doria. “Victor Hugo dizia, João, que nada segura a ideia de que chegou o seu tempo. Eu quero dizer que ficarei muito feliz se esse tempo for João Doria para trabalhar para São Paulo”, disse o governador.

Um vídeo com a declaração foi divulgado pela equipe de Doria gerando irritação entre outros pré-candidatos tucanos e assessores do governador que consideraram a atitude um “constrangimento”.

Sinal vermelho. A auxiliares, Alckmin negou ter declarado apoio à candidatura de Doria e disse que a declaração foi uma gentileza com o pré-candidato, que faz aniversário hoje. Para o Palácio dos Bandeirantes, Doria “ultrapassou o sinal vermelho” ao divulgar o vídeo.

Alckmin tem evitado comentar diretamente a disputa interna no PSDB.

Apesar das negativas, o fato foi interpretado por outros pré-candidatos como sinal inequívoco de que Alckmin está disposto a bancar a candidatura de Doria, considerado inexperiente por setores do partido na capital.

Nesta terça, o PSDB paulistano definiu que o nome do candidato será escolhido por meio de prévias marcadas para o dia 28 de fevereiro. Além do empresário, disputam a indicação o vereador Andrea Matarazzo, apoiado pelos senadores Aloisio Nunes Ferreira, José Serra e pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, entre outras lideranças tradicionais do PSDB.

Nomes. Os deputados Bruno Covas, e Ricardo Trípoli além do presidente do Instituto Teotônio Vilela, José Aníbal, devem lançar ainda um terceiro nome para a disputa.

Andrea Matarazzo evitou entrar no mérito das declarações de Geraldo Alckmin. “Meu trabalho agora é fazer o dever de casa sem olhar para os lados. Preciso ganhar o apoio do partido, das lideranças, da sociedade e poder fazer um governo em São Paulo com a cara do PSDB. É um trabalho de 10 anos na prefeitura e na Câmara”, disse o vereador.

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