Alckmin faz apelo para que PFL retome votações no Congresso

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), fez um apelo na noite desta segunda-feira para que o PFL mude seu posicionamento em relação às votações previstas para esta semana no Congresso Nacional e trabalhe para a manutenção da governabilidade do governo FHC. Por conta da intimação pela Polícia Federal da ex-governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL), no domingo, para depor no inquérito que investiga fraudes na liberação de verbas da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), o PFL anunciou que não votará nada nesta semana no Congresso."Nesse episódio, o que preocupa é a questão do Congresso Nacional funcionar. Fazemos um apelo veemente no sentido da governabilidade. Os recursos da CPMF são destinados à securidade social, saúde e previdência social", afirmou, após participar de jantar com o presidente Fernando Henrique Cardoso e com o presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski.Alckmin admitiu ter conversado no jantar com FHC sobre o tema e revelou que "o presidente está preocupado, mas ao mesmo tempo confiante de que o Congresso responda positivamente". "O caminho deste momento é o de serenar os ânimos, ter mais racionalidade e se preocupar menos com a eleição distante, no fim do ano", complementou, enfatizando que o apelo ao PFL partia de seu desejo pessoal, como governador de São Paulo, e não em nome do presidente da República.Para Alckmin, o direito do PFL poder ter candidato próprio na eleição presidencial não pode se sobrepor ao interesse da população brasileira. "Isso demonstra a necessidade de realizarmos uma reforma política, porque uma briga tópica, neste caso, acaba levando a uma crise", defendeu. "Isso é muito ruim quando a economia dá sinais de recuperação, gerando emprego e renda para a população, a política não deve prejudicar", adicionou.O governador paulista também desvinculou a atuação da Polícia Federal de intimar Roseana Sarney em pleno domingo ao governo federal. "Imagine quantos delegados estão agindo neste momento em São Paulo? Eles não pedem ordem para o governador. O governador nem toma conhecimento destas ações", justificou, alegando ainda ser o Poder Judiciário, um dos comandantes da polícia, autônomo. "Não tem uma varinha determinando que se faça ou não."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.