Alckmin explora parceria com Serra

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, destacou no programa eleitoral desta noite - repetição da peça exibida à tarde - a parceria com o candidato à Presidência pelo partido, José Serra. Líder nas pesquisas de intenção de voto para o Estado, Alckmin prometeu manter programas criados por Serra durante seu governo. "É desse jeito que trabalhamos, sempre em parceria, passo a passo, enfrentando e vencendo desafios", disse.

ANNE WARTH, Agência Estado

08 de setembro de 2010 | 21h44

Bem atrás de sua principal adversária, Dilma Rousseff (PT), nas pesquisas de intenção de voto, Serra disse que o Estado será beneficiado caso seja eleito presidente do País. "São Paulo é minha terra e me conhece muito bem. Se eu for presidente, Geraldo vai ter em Brasília todo o apoio para as coisas que São Paulo precisa. Comigo na Presidência e Geraldo no governo, nós vamos continuar essa parceria do bem", afirmou Serra, que também apareceu no programa de Aloysio Nunes (PSDB) ao Senado.

"O povo de São Paulo conhece bem essa dupla. Dois administradores sérios, competentes, que sabem trabalhar juntos e que vão fazer o nosso Estado avançar ainda mais", afirmou o locutor do programa, que parafraseou o presidente Lula ao dizer que "nunca antes na história de São Paulo o Estado teve tanta obra por todo canto". No início e no fim do programa, o candidato ao governo pelo PT, Aloizio Mercadante, foi criticado por ter se ausentado em reuniões do Senado que discutiam assuntos de interesse do Estado.

Distante de Alckmin nas pesquisas de intenção de voto, Mercadante também repetiu o programa da tarde e explorou os discursos de Lula em seu favor durante comício em Guarulhos, no último sábado. "É muito importante que a gente fizesse uma experiência para que São Paulo possa experimentar o jeito de governar que nós implantamos no Brasil", afirmou Lula. "Com São Paulo trabalhando junto com o governo federal, a gente vai crescer mais, fazer muito mais e melhorar cada vez mais a vida do povo trabalhador", disse o presidente.

Mercadante prometeu também criar o "ProUni da Saúde", programa por meio do qual o Estado compraria os horários vagos em clínicas e laboratórios particulares do Estado para oferecer ao público. Esta, segundo ele, seria uma solução temporária. "Vou cobrar soluções definitivas da minha equipe e construir 30 Ambulatórios Médicos de Especialidade (AMEs) e 8 hospitais regionais", afirmou. "Me dê uma chance", pediu, criticando os governos do PSDB que, segundo ele, "procuraram transferir os próprios erros para os prefeitos ou para o governo federal". O programa fez um convite para que os eleitores participem do comício que Lula, Mercadante e Dilma farão em Ribeirão Preto amanhã.

Fabio Feldmann (PV) defendeu a política social sem assistencialismo e a capacitação profissional das famílias beneficiadas. Paulo Skaf (PSB) criticou as filas para exames nos serviços de saúde pública. Celso Russomanno (PP) prometeu equiparar o salário dos policiais de São Paulo aos de Brasília, os mais bem pagos do País, segundo ele. O programa de Paulo Bufalo (PSOL) abordou a violência contra a mulher. Igor Grabois (PCB) criticou a repressão contra os movimentos sociais. Anaí Caproni (PCO) pregou reajuste real para o salário dos trabalhadores. E Mancha (PSTU) criticou os governos e as campanhas do PT e PSDB, financiadas por grandes empresas.

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