Alckmin exaltará trajetória e Maluf quer mais asfalto

O adversário do PSDB é o PT. O discurso, repetido à exaustão pelos tucanos, guiará também o programa do candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no horário eleitoral gratuito. Não haverá críticas diretas à gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), até porque os tucanos esperam o apoio dele no segundo turno. O tucano optará por falar genericamente dos problemas da cidade (lotação dos ônibus, falta de iluminação pública e de médicos) sem dar nome aos bois. Até antes da divulgação da última pesquisa Ibope, em que a adversária do PT, Marta Suplicy, disparou na liderança, a estratégia tucana era falar da gestão da petista somente quando atacado. Agora, é esperar para ver se o rumo será mudado.Alckmin vai explorar muito a experiência que teve ao governar São Paulo. "Em nosso caso, a melhor estratégia é o candidato. É o que tem a melhor trajetória, é o mais preparado. Suas idéias e propostas nasceram da experiência de quem faz campanha ouvindo as pessoas, sem pirotecnia", diz o marqueteiro Lucas Pacheco. Numa campanha com propostas tão parecidas, os alckmistas apostam que a diferença será o perfil de cada candidato. Ele contará com a força do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.MalufO deputado Paulo Maluf (PP-SP) seguirá na TV a sua cartilha tradicional: exaltará as obras antigas, prometerá novos e vultosos investimentos em concreto e asfalto, além de comparar - sem confrontar - a sua gestão com a dos adversários. Todos os passos do ex-prefeito estão sendo filmados por uma equipe.Maluf quer vender a imagem de empreendedor que pode tirar o paulistano dos congestionamentos. O slogan: "São Paulo tem pressa." A sua principal proposta é "a primeira freeway da América Latina" - com pistas de alta velocidade, sem pedágio, nas marginais dos Rios Tietê e Pinheiros. Haverá ainda destaque para a volta do Plano de Atendimento à Saúde (PAS).Soninha"Quem foi que disse que político é tudo igual? Quem foi que disse que a educação não pode ser melhor?" As perguntas, bem-humoradas e provocadoras, são do jingle de campanha do PPS e constituem o eixo central em torno do qual vai girar a campanha de Soninha Francine e dos 72 pretendentes a vereador do partido.A parte dela está toda pronta. "Só teremos 1 minuto e 46 segundos de tempo. Ela precisa mostrar a cara e dizer que é candidata, pois muitos acham que ela concorre de novo como vereadora", resume um dos coordenadores da campanha, Maurício Huertas.ValenteO PSOL, partido do candidato Ivan Valente, terá um minuto apenas para apresentar suas propostas na TV. Diante dessa limitação de tempo, os responsáveis pela área de comunicação da campanha - chamada internamente de "coletivo de comunicação" - pretendem fechar o foco em dois temas prioritários: transporte e educação.O PSOL ainda enfrenta a falta de recursos. Segundo informações de Valente, quase todo o trabalho de comunicação, da confecção dos textos às filmagens e edição, é feito de forma voluntária por simpatizantes e militantes. "Não temos marqueteiros. Quem leva a minha candidatura adiante é a militância", diz. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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