Alckmin evita comentar articulações para eleição em SP

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, se esquivou de comentar as articulações para a eleição estadual no ano que vem, quando tentará a reeleição ao Palácio dos Bandeirantes. Perguntado sobre o tema por jornalistas após uma reunião no Ministério dos Transportes, em Brasília, nesta quarta-feira, 23, Alckmin respondeu: "Estamos em ano ímpar e eleição é em ano par. Tem dois ansiosos na vida: os jornalistas e os políticos", brincou.

RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

23 de outubro de 2013 | 12h13

O governador disse também que é "favorável" ao projeto de lei complementar que troca o indexador das dívidas de Estados e municípios e permite a renegociação de débitos dos entes federados com a União. Alckmin classificou os atuais fatores de correção das dívidas - o IGP-DI mais 6% a 9% ao ano - como "muito altos" e disse que a renegociação "ajuda muito" e é "necessária".

Ele ponderou, no entanto, que o Estado de São Paulo já vem num movimento de redução de sua dívida. O projeto de lei complementar que trata da mudança do indexador começou a ser votado ontem na Câmara e tem por objetivo principal dar um alívio fiscal a Estados e municípios que possuem dívidas com a União. Os deputados devem retomar a votação hoje.

A proposta altera o indexador dos débitos, trocando o atual IGP-DI mais 6% a 9% ao ano pelo IPCA mais 4% anuais ou o teto da Selic - o que for menor dessas duas opções. A inovação é que o estoque da dívida também será recalculado com base nesses parâmetros.

Comentou ainda, brevemente, o resultado do leilão do Campo de Libra, realizado na segunda-feira, 21, e arrematado por um consórcio formado pela Petrobras e quatro petroleiras estrangeiras, único a participar do certame. "Acho que foi bem, na medida em que avançou. Há quantos anos não tínhamos licitação? Precisamos de investimentos", afirmou o governador. "Claro que se tivesse mais concorrentes seria melhor, mas acho que avançou".

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