Alckmin evita comentar arquivamento de CPI

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) disse hoje que não tem como avaliar o comportamento do governo federal - com a liberação irregular de verbas, segundo a oposição - para impedir a instalação da CPI da Corrupção. "Não tenho essa informação. Os deputados é que devem se manifestar, se o regimento interno possibilita ou não a retirada de assinaturas", disse. "A oposição sempre vai alegar os motivos que entender. Precisa verificar se isso é verídico".Alckmin reafirmou que é contra a abertura de uma CPI abrangente como a que estava sendo proposta pela oposição, com muitos pontos a serem apurados."Não é pelo fato de ela ser genérica. Sou contra porque além de ser ampla, sem um foco, a maneira como ela foi colocada é totalmente inadequada. Não contribui para nada e vira palanque eleitoral."Alckmin participou hoje da entrega de monumento em homenagem ao ex-governador Franco Montoro, na Assembléia Legislativa, onde a estátua ficará. Também estavam presentes a primeira-dama Ruth Cardoso, a viúva e familiares do ex-governador Montoro, os ministros Paulo Renato (Educação) e José Gregori (Justiça), secretários, deputados e ex-colaboradores do governo Montoro.Representando o marido, Ruth leu um texto curto, escrito pelo presidente Fernando Henrique. Ele fez um resumo da trajetória política de Montoro, com destaque para os pontos da democracia e da ética. Depois da cerimônia, Ruth falou rapidamente com os jornalistas sobre o arquivamento da CPI mista da Corupção, ontem. "Não acho ético criar uma CPI com 16 itens específicos que envolvem apenas conjuntura política e que já estão sendo investigados."

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