Alckmin está satisfeito com resultado de pesquisa

O governador de São Paulo e candidato escolhido pelo PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, disse que está satisfeito com o crescimento das intenções de voto em seu nome, conforme pesquisa divulgada pelo Datafolha. De acordo com o governador, tal resultado demonstra que o processo de escolha do candidato tucano não comprometeu a evolução da candidatura dele. "Isso mostra que o tempo que se levou para indicar o pré-candidato, fazer a indicação, não atrapalhou e não houve maiores problemas", disse o governador, em entrevista coletiva concedida em uma embarcação, enquanto navegava o Rio Tietê. Alckmin participou do evento de entrega das obras de aprofundamento da calha do rio, que conta com a participação do prefeito de São Paulo, José Serra, na primeira aparição pública conjunta de ambos, após a escolha de Alckmin como candidato presidencial do PSDB.O governador reiterou que os 23% de intenção de voto que a pesquisa lhe dá são "um piso". E que sua candidatura crescerá a partir do momento em que ele for mais conhecido nacionalmente. "É um piso bastante alto na medida em que sou menos conhecido fora de São Paulo e com o nível de conhecimento ainda pequeno em algumas regiões", avaliou ao reiterar que imaginava iniciar a corrida presidencial com algo entre 8% e 9% das intenções de voto. "Fiquei extremamente contente porque a pesquisa me deu um crescimento forte e agora é humildade, pé no chão e sandálias da humildade", acrescentou.Alckmin disse também não ter "medo de cara feia" das resoluções decididas ontem no encontro do Diretório Nacional do PT, entre as quais aquelas que estabelecem ataques ao governo estadual de São Paulo por ter promovido privatizações e demissões na máquina estadual. "Política é o contraditório e São Paulo melhorou todos os índices. Ampliamos muito e contratamos muita gente e, aliás, há muito mais funcionários hoje (do que quando assumi) em educação, saúde, segurança pública e todas as atividades fim do governo cresceram", rebateu.AlmoçoO governador almoça hoje, no Palácio dos Bandeirantes, com o presidente nacional do PFL, o senador Jorge Bornhausen (SC). Alckmin adiantou que o encontro não resultará na definição da presença do PFL na coligação para a campanha presidencial. "Vamos nos esforçar muito para fazer aliança em torno de projetos e de programas", afirmou, acrescentando que respeitará os prazos do PFL, inclusive o pedido do prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), de avaliar durante a próxima semana sua eventual candidatura presidencial. "Cesar Maia é dos grandes quadros políticos do País e vamos trabalhar pela aliança, no tempo do PFL. Se o PFL quiser, vamos estar juntos", reiterou.

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