Alckmin enfrenta chuva e xingamentos no último evento de campanha

Alckmin enfrenta chuva e xingamentos no último evento de campanha

Estagnado com 9% as intenções de votos na mais recentes pesquisas, o tucano não contou com a presença de quadros do partido em evento no metrô

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

06 Outubro 2018 | 16h35

No seu último evento de campanha antes do primeiro turno, o ex-governador Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB, andou de metrô com correligionários, enfrentou chuva e ouviu xingamentos. Estagnado com 9% as intenções de votos na mais recentes pesquisas, o tucano não contou com a presença de quadros do partido no trajeto que percorreu entre as estações Santa Cruz e Hospital São Paulo, na Zona da Sul da capital paulista. 

Depois de fazer campanha pela manhã em Bauru, no interior do Estado, o candidato chegou com 30 minutos de atraso a estação Santa Cruz, onde era esperado por cabos eleitorais com bandeiras. 

O ex-governador afirmou que vê uma eleição “atípica”. “Um candidato de um partido foi definido há quatro semanas. Outro tomou uma facada. Muita gente votando no candidato porque não quer o PT. Outros votando no PT porque não quer o candidato. Mas o fato é que metade da população não quer nenhum dos dois”, afirmou. 

Os correligionários tiveram que fugir da chuva e se refugiar perto da escada da rolante, que quebrou justamente quando Alckmin estava nela com sua esposa, Lu Alckmin

Em um trecho do trajeto e antes de embarcar no vagão, duas pessoas hostilizaram o candidato do PSDB. A claque usou palavras de ordem para amenizar o desconforto. Na chegada da estação seguinte, novamente Alckmin ouviu xingamentos: foi chamado de “corrupto safado” por dois jovens. Novamente os militantes reagiram com palavras de ordem. 

Em entrevista aos jornalistas na saída do metrô, Alckmin foi questionado se votaria com seu afilhado João Doria no domingo. “Pergunte para ele”, respondeu o tucano.  O ex-prefeito, que disputa o governo, tem feito gestos de aproximação ao deputado Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência. 

Na entrevista, Alckmin tentou minimizar o esvaziamento de sua campanha. “Estamos empatados em terceiro lugar, podemos chegar ao segundo turno. A definição de voto é só amanhã, que é um dia de reflexão. Suei a camisa para mostrar que o radicalismo não ajuda o País a se recuperar. Só gera mais crise”. 

No final, Alckmin disse que “não há a menor hipótese de não ir para o segundo turno.”   

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