Alckmin elogia medidas do governo Lula para infra-estrutura

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), elogiou hoje os recentes anúncios do governo Lula de incentivo aos investimentos em infra-estrutura para habitação (R$ 2,8 bilhões) e construção e conservação de rodovias (R$ 3 bilhões). "O apoio à habitação ajuda e gerar muito emprego, mesmo sendo imóveis para a classe média, porque não contam com subsídio, vai ajudar a aquecer a economia, principalmente porque o setor demanda mão-de-obra", apontou, após participar do seminário "Economia do Setor Público no Brasil", na Assembléia Legislativa de São Paulo. Ele ponderou que os efeitos práticos das medidas só poderão ser melhor avaliados no decorrer do ano. Alckmin também se mostrou satisfeito com os investimentos em estradas, principalmente porque envolverão duas rodovias federais, que cortam o Estado de São Paulo: Fernão Dias e Régis Bittencourt. "A Fernão Dias está com a duplicação concluída, só falta ser recuperada, algo fundamental para mantermos a rodovia viva, com atendimento ao usuário. Conservar estrada é vacina: antes, se morria no Brasil por tuberculose e sarampo. Agora, as três principais causas de morte são coração, câncer e acidentes de trânsito, em especial nas estradas. A manutenção contribui para diminuir os acidentes." Sobre a Régis Bittencourt, Alckmin se disse preocupado com o fato de o governo federal ter excluído o trecho de serra da duplicação. "Conversei com o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, sobre esse trecho, o mais perigoso, e ele me disse que a intenção do governo é repassar a concessão desse pedaço para a iniciativa privada. Temos que ter pressa: ou o governo federal agiliza a concessão, ou faz a duplicação", afirmou. Ele aproveitou para cobrar de Adauto o repasse aos cofres estaduais de R$ 25 milhões que a União ainda não pagou de investimentos paulistas no Rodoanel Metropolitano, o que Adauto se comprometeu a liberar brevemente, segundo o relato do governador.

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