Alckmin e Rodrigo Maia tomam café da manhã em São Paulo

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), tomou café da manhã hoje, em São Paulo, com o líder do PFL na Câmara, deputado Rodrigo Maia (RJ). O encontro marca uma tentativa de aproximação de Alckmin, um dos pré-candidatos presidenciais do PSDB, com o grupo político do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia (PFL), que já declarou sua preferência pela pré-candidatura do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB).Na conversa, Alckmin e Rodrigo Maia discutiram o cenário político nacional e concordaram que existe um terreno bastante fértil para uma candidatura presidencial de oposição, apesar da recuperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas de intenção de voto. Maia lembrou que, historicamente, nos últimos dez anos, a avaliação dos governos tem sido sempre mais positiva no primeiro trimestre."Isso se deve ao aquecimento da economia, especialmente, do comércio, no fim de cada ano. Existe a geração de empregos temporários e sempre há uma melhora na avaliação da imagem por causa da recuperação de algum poder aquisitivo", disse Rodrigo à Agência Estado. "Além disso, o presidente Lula tem praticamente feito campanha eleitoral nos últimos meses, anunciando aumento do salário mínimo e inaugurando obras, por exemplo", avaliou.Segundo Rodrigo Maia, ele e Alckmin concordaram que esse crescimento de Lula está longe de ser irreversível para a oposição. "Existe um grande espaço para uma candidatura de oposição. Na minha avaliação, a oposição é favorita nessa disputa", afirmou.Na conversa, Alckmin não pediu apoio para sua candidatura. Reafirmou que manterá seu nome na disputa por acreditar na viabilidade eleitoral desse projeto político. Rodrigo Maia disse que ambos concordaram que, se a aliança entre PSDB e PFL for confirmada, o anúncio do nome do candidato deve ser acelerado."Não dá para esperar para lançar o nome do candidato no último minuto. Não me parece o timing adequado e o governador também acha que esse processo deve ser mais rápido", disse. O prazo de desincompatibilização para políticos que ocupam cargos executivos, como Alckmin e Serra, termina em 31 de março.Rodrigo Maia acrescentou que a questão de escolha do vice-presidente não foi discutida na conversa. "Esse assunto só pode ser tratado quando o candidato ficar definido. Antes disso, seria inadequado", explicou.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.