Alckmin é o principal alvo da CUT no 1º de Maio

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), foi o grande alvo dos dirigentes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) durante o ato político das comemorações do Dia do Trabalho promovidas pela entidade na Avenida Paulista. O presidente da CUT-SP, Edílson de Paula, atribuiu ao governador parte da culpa pelo desemprego que atinge, hoje, cerca de 20% da população paulista. "Não se pode aceitar que mais de 20% dos paulistas estejam sem emprego, enquanto o governador posa de bonzinho", disse Edílson. De acordo com o sindicalista, o governo do Estado não pode deixar de reajustar o salário do funcionalismo público. "Isto não é distribuição de renda, mas precarização do funcionalismo", disse o presidente da CUT estadual.O presidente da CUT nacional, Luiz Marinho, também criticou o governador paulista, mas estendeu seus protestos aos demais governadores de Estado e ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Com relação a Alckmin, Marinho reclamou da falta de abertura para uma negociação com os professores das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e Escolas Técnicas Estaduais, que se encontram em greve há 76 dias. Na esfera federal, Marinho reclamou da falta de planejamento, citando as alegações dos integrantes da equipe econômica de que não há, no orçamento da União, recursos que permitam um aumento maior do salário-mínimo. "Não podemos ficar discutindo o mínimo todos os meses de abril. Propomos a recuperação do salário-mínimo, para daqui a 20 anos, para um patamar equivalente ao que o Dieese propõe hoje: R$ 1.400,00. Eu sei que hoje seria um absurdo exigir um salário-mínimo deste tamanho, mas para daqui a 20 anos, não podemos mais aceitar essa lógica", disse Marinho. Para ele, "o ideal seria que, quando a discussão do mínimo chegasse ao Congresso, o governo já tivesse definido no orçamento o porcentual destinado ao reajuste do piso salarial. Hoje, o que acontece é que o governo direciona para os trabalhadores apenas o resto". Marinho pediu, diante das cerca de 800 mil pessoas que participam do ato na Avenida Paulista, que o presidente Lula conduza o País para uma situação de crescimento econômico sustentado. "E nós vamos ajudá-lo; estamos com ele, mas para isso é preciso que haja planejamento", disse o presidente nacional da CUT.

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