Alckmin e Mercadante defendem revisão das tarifas de pedágio em SP

Tucano esteve em Jundiaí, e petista na capital paulista, ambos em frentes de campanha dos partidos

Tatiana Fávaro e Rodrigo Alvares, de O Estado de S.Paulo

07 Julho 2010 | 17h43

SÃO PAULO - Os dois principais candidatos ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT), defenderam nesta quarta-feira, 7, a revisão dos valores das tarifas de pedágios nas estradas paulistas.

 

Veja página especial de Aloizio Mercadante

Veja página especial de Geraldo Alckmin

 

Alckmin, acompanhado pelo presidenciável tucano José Serra em Jundiaí, interior do Estado, disse que pretende revisar as tarifas de pedágio no Estado. "O que coloquei (em Campinas, na terça-feira) é que em alguns casos você pode ter uma cidade ou um bairro muito perto de uma praça de pedágio em que a pessoa percorre às vezes um período curto e paga a tarifa cheia, então esses casos nós vamos analisar, caso a caso, e vamos procurar reduzir", afirmou.

 

Em São Paulo, Mercadante, junto à presidenciável pelo PT, Dilma Rousseff, prometeu renegociar os contratos de concessão de rodovias estaduais em São Paulo para reduzir as tarifas de pedágio. "Vamos negociar e diminuir o pedágio em São Paulo. As empresas não podem continuar tendo o lucro que têm hoje. Vamos acabar com o abuso dos pedágios. O preço do abuso será a derrota eleitoral (dos tucanos)", criticou. "A gente começa a sentir o sabor da vitória", disse, confiante. Ele também defendeu salários melhores para os professores e uma política intensiva de combate ao crack.

 

Alckmin esteve em Jundiaí ao lado dos candidatos ao Senado por São Paulo Aloísio Nunes (PSDB) e Orestes Quércia (PMDB), com quem passeou pelas ruas do Centro de Jundiaí, tomou café com leite, entrou nas lojas, tirou fotos e cumprimentou eleitores e fãs. Um grupo de professores seguiu o quarteto com uma faixa na qual estava escrito: "Serra mente para o povo. Educação pede socorro".

 

Pouco antes de Serra chegar à cidade, Alckmin, acompanhado de Quércia, entrou na Catedral Nossa Senhora do Desterro durante uma missa. Os candidatos ajoelharam sob os flashes e após alguns minutos saíram. "Eu aprendi com o meu pai que você, sempre que entrar em uma igreja em que você nunca foi, você pode fazer três pedidos. Mas meus pedidos nunca são políticos", disse Alckmin. "A tarefa política é nossa."

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