Alckmin e Marta participam de cerimônia judaica do Dia do Perdão

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e a prefeita da capital, Marta Suplicy (PT), participaram na noite desta quarta-feira da comemoração do Yom Kipur - o Dia do Perdão, na Congregação Israelita paulista. Cerca de dois mil convidados oraram pelas vítimas do atentado nos Estados Unidos e pela paz. Marta não quis conversar com a imprensa. Já o governador fez um apelo aos funcionários do Judiciário para que voltem ao trabalho. Os servidores estão em greve desde o dia 27 de agosto. Alckmin voltou a afirmar que não poderá conceder o aumento de cerca de 54% pedido pelos funcionários da Justiça, já que precisa respeitar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).SegurançaO governador comentou ainda sobre a necessidade de investimentos na área de segurança pública. Para Alckmin a idéia de vincular a segurança ao orçamento do Estado, o que significaria estabelecer uma cota para ser investida nessa área, seria eficaz desde que aplicada nos governos federal, estadual e municipal.Essa medida seria a exemplo da educação, em que é estipulado a obrigatoriedade da aplicação de 30% dos recursos na área. ?Essa é a prioridade (combater a violência) e temos de ser positivos. Combater a violência é o grande desafio hoje?, ressaltou.SucessãoSobre a pesquisa de intenção de votos em que a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PFL) aparece em segundo lugar, Alckmin disse que a pesquisa é verdadeira, já que se trata de estatística, mas que, a um ano da eleição, a pesquisa tem apenas valor matemático.O governador estava acompanhado do presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, Walter Feldman (PSDB), que é judeu. Ambos usavam o Kipá.A cerimônia do Dia do Perdão teve início no pôr do sol de hoje e deve durar 24 horas, período em que os judeus praticam o jejum. O Yom Kipur é comemorado nove dias após o ano novo judaico Rosh Hashama - que marca o dia da criação do mundo. Esse é o ano 5.762 do calendário judaico, de acordo com o livro sagrado, o Torá.

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