Alckmin e Kassab mantêm intenção em SP comprometendo aliança

O ex-governador de São Paulo GeraldoAlckmin (PSDB) e o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM),reforçaram nesta quinta-feira a intenção de concorrer àprefeitura paulistana em outubro, numa demonstração de que umaaliança entre os dois partidos está cada vez mais distante, aomenos no primeiro turno. "O nosso partido, o Democratas, tem colocado a sua posiçãode ver com naturalidade uma candidatura minha à reeleição, como objetivo de manter a aliança", disse Kassab a jornalistas. O prefeito foi explícito em seu desejo de continuar àfrente da prefeitura de São Paulo. "Tenho muita vontade. De zero a dez, dez. Mas não fareidesta vontade uma imposição porque existem os interesses dacidade, que são maiores. Longe de mim querer fazer de umavontade pessoal uma candidatura", explicou. Alckmin, que defende uma candidatura própria do PSDB, disseque "haverá um grande esforço" para manter a aliança partidáriano primeiro turno, mas não escondeu sua segunda opção. "Casonão seja possível (aliança no primeiro turno), seremos aliadosno segundo turno. Eu diria que é o caminho natural", afirmou. A determinação de Alckmin de disputar a eleição deste anotem levado a cúpula do PSDB a afirmar que, se quiser, oex-governador será o candidato do partido na capital. Apesar de também ter declarado que Alckmin poderá concorrerse quiser, o governador de São Paulo, o tucano José Serra, agianos bastidores pela candidatura Kassab. Sobre o apoio de Serra, Alckmin se mostrou confiante. "Podeser eu ou pode ser outro candidato. O Serra é um homem departido." As duas legendas são aliadas no governo do Estado de SãoPaulo e na prefeitura. Estiveram juntas também nos oito anos dogoverno Fernando Henrique Cardoso. Alckmin acredita, no entanto, que a solução para os doispartidos não é imediata, "o prazo é junho", quando se realizamas convenções, e tanto o prefeito como o ex-governadorafirmaram que as duas legendas estão intensificando asconversas sobre a melhor opção. As declarações foram dadas após missa para lembrar os seteanos da morte do ex-governador Mario Covas, realizada noMosteiro de São Bento, região central da capital paulista. (Reportagem de Carmen Munari; Edição de Maria Teresa deSouza)

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