Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Alckmin e Dilma fazem discurso conciliatório após embates da eleição

Juntos em solenidade para assinatura de contratos, governador de São Paulo destaca convivência 'republicana' e presidente diz que divergências na campanha são 'naturais'

Rafael Moraes Moura, Eduardo Rodrigues e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

04 de dezembro de 2014 | 13h26

Brasília - Após ver a crise hídrica que atinge o Estado de São Paulo ser levada ao centro do debate político na última eleição presidencial, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) adotou um discurso de conciliação nesta quinta-feira, 4, ao participar de solenidade no Palácio do Planalto de assinatura de contratos de infraestrutura urbana, ao lado da presidente Dilma Rousseff.

"Olha o resultado das eleições: quem ganhou é governo, quem perdeu fiscaliza, é oposição. É a lógica democrática, é tão patriótico ser governo quanto exercer a oposição. Cabe à posição criticar, fiscalizar e propor. É o absoluto exercício da democracia e cabe a nós, que somos governo, trabalharmos de forma federativa, republicana", comentou o governador, ao conversar com jornalistas.

"O dinheiro do governo do Estado de São Paulo não é do PSDB, é do contribuinte. O dinheiro do governo federal é do contribuinte, acho que demos aqui um exemplo de maturidade política, de trabalho conjunto baseado no interesse público", ressaltou Alckmin.

Questionado sobre a sua posição quanto à votação do projeto que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a forma de cálculo do superávit primário, Alckmin tergiversou. "Acompanho o meu partido, mas quero destacar o bom convênio (de hoje)", respondeu.

Temperatura. Também em um tom de conciliação, a presidente Dilma Rousseff destacou durante a rápida solenidade que a cerimônia marcava um "momento importante".

"É fato que durante a campanha é natural divergir, é natural criticar, é natural disputar. E mesmo em alguns momentos é, diríamos assim, compreensível que as temperaturas se elevem. Mas no entanto, depois de eleito, nós temos de respeitar as escolhas legítimas da população brasileira", disse a presidente.

"Essas escolhas legítimas, em um país que preza a democracia, que está em processo, inclusive, de construir cada vez mais, e de aprofundar a sua democracia, que está ficando cada vez mais madura, é algo extremamente necessário, essas relações republicanas e parceiras", afirmou Dilma.

A presidente obteve no Estado de São Paulo apenas 35,69% dos votos válidos no segundo turno, um dos seus piores desempenhos por unidade da federação. No País todo, a petista obteve 51,64% dos votos válidos.

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