Alckmin é alvo do 1º bloco de debate na Globo

O governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB), que lidera as pesquisas de intenção de voto no Estado, assim como nos debates anteriores, voltou a ser o centro dos ataques de seus adversários no início do debate promovido pela TV Globo, nesta terça-feira.

CARLA ARAÚJO, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2014 | 23h45

A primeira pergunta do debate, dirigida a Alckmin, foi sobre o financiamento de campanha e a participação de empreiteiras. Após responder que recebia "assim como as outras campanhas" recursos de empresas, Alckmin defendeu a reforma política e a diminuição do número de partidos, para que no futuro haja o financiamento publico de campanha.

Gilberto Maringoni (PSOL), que havia feito a pergunta, alfinetou o tucano em sua réplica questionando se era "moralmente aceitável" receber recursos de construtoras envolvidas em suspeita de cartel no Estado e citou doações da OAS, Queiroz Galvão e CR Almeida. O tucano rebateu e disse que isso era "mentira" e que as empresas que contribuíram com a sua campanha "não constam na lista" de suspeitas. "O cartel se faz fora do governo, empresas que se articulam, nenhuma delas doou um centavo para minha campanha e meu partido e o governo do Estado está processando (as empresa suspeitas de cartel)", disse.

Assim que teve sua chance de ter a palavra de novo, Maringoni disse que não havia mentido e as informações estavam na declaração de Alckmin e que as empresas eram suspeitas.

Na sequência, o candidato do PMDB, Paulo Skaf, ao dirigir sua pergunta para Gilberto Natalini (PV), Skaf escolheu falar sobre o SUS, disse que o sistema vem sendo "prejudicado pela falta de financiamento" e aproveitou para alfinetar o governador. "Quando Alckmin assumiu o primeiro governo, havia 77 mil leitos em São Paulo. Hoje, há 59.500. Ele tira mais leitos do que cria", disse o peemedebista.

O candidato do PT, Alexandre Padilha, não podia perguntar mais para Alckmin, mas escolheu não ter o confronto com Skaf e tentou atingir o governador lateralmente ao questionar Laércio Benko (PHS) sobre a crise hídrica do Estado. Na pergunta, Padilha disse que além da seca que São Paulo sofre "tem uma seca de obras há dez anos".

Quando teve voz novamente, Alckmin tentou responder a Skaf antes de fazer uma pergunta relacionada também a saúde e aproveitou para criticar Padilha. Disse que tem candidato que critica a saúde, mas quando foi ministro "ficou quietinho". "Governo federal deixou de investir 28 bilhões de reais na saúde", disse o tucano.

Na sequência, Padilha respondeu uma pergunta sobre segurança e só na sua réplica se disse "indignado" com o fato de Alckmin continuar o acusando de fechamento de leitos e lembrou que já conseguiu direito de resposta na Justiça.

No fim do primeiro bloco, por fim, Maringoni usou seu tempo para criticar as declarações homofóbicas do candidato à presidência Levy Fidélix (PRTB) no último debate entre candidatos: "A homofobia não tem uma lei específica. Tomara que este episódio ajude a criminalizar a homofobia."

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