Alckmin é alvo de críticas em evento com Dilma

O evento de assinatura da construção de moradias populares para as famílias que viviam na área do Pinheirinho, desocupada pela Polícia Militar no dia 22 de janeiro de 2012 e que ganhou repercussão internacional por causa das cenas de embate e violência, começou com severas críticas ao governador de São Paulo, o tucano Geraldo Alckmin, cuja gestão determinou a reintegração de posse no local. O governador não participa do evento, mas enviou como representante o secretário de Habitação, Silvio Torres, à cerimônia, no bairro do Putim, em São José dos Campos,

ELIZABETH LOPES, Agência Estado

25 de março de 2014 | 12h13

As duras críticas ao governador tucano Geraldo Alckmin foram feitas pelo presidente do PSTU da cidade, Antônio Donizete Ferreira, advogado das famílias do Pinherinho e uma das lideranças do movimento por moradia. Em seu discurso, Donizete criticou o governo estadual tucano dizendo que a ação de desocupação no Pinheirinho utilizou um aparato militar como se nunca viu neste País em tempos de paz e falou que a brutalidade foi tamanha que o mundo ficou sabendo da ação.

O prefeito de São José dos Campos, Carlinhos Almeida (PT), que abriu os discursos, disse que sua administração conseguiu fazer o que os outros - numa referência aos 16 anos de gestão tucana na cidade - fizeram: reunir num mesmo acordo os governos federal, estadual e os movimentos sociais. Carlinhos agradeceu, em especial, o empenho da correligionária Dilma Rousseff.

A presidente Dilma Rousseff, que traja um conjunto de calça preta e blusa vermelha, ainda não discursou, mas na chegada foi muito aplaudida pela plateia, formada basicamente por ex-moradores de Pinheirinho.

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