Alckmin diz que valerioduto foi a única PPP que saiu do papel

A coligação PSDB-PFL foi formalizada nesta quarta-feira, com a participação dos pré-candidatos à Presidência da República, o ex-governador tucano de São Paulo Geraldo Alckmin, e a vice, senador José Jorge (PFL-PE), bem como de dezenas de políticos dos dois partidos."As Parcerias Público-Privadas não saíram do papel. Aliás, a única coisa que saiu do papel foi o valerioduto", afirmou Alckmin, arrancando aplausos da platéia que lotou a sala da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara em que se realizou a solenidade."Demos marcha a ré", afirmou Alckmin, acrescentando que, se Lula for reeleito, a situação poderá piorar. "Os próximos quatro anos poderão ser muito piores", afirmou. "Por isso, cabe a nós termos a competência para levar todas as informações (sobre o governo) à sociedade".Ele elogiou a escolha de José Jorge para a vice-presidência e prometeu que, se eleito, não fará a "farra fiscal" que estaria acontecendo no atual governo, no período pré-eleitoral. "Não é só mudar de nome, de Luiz para Geraldo ou para José", disse. "Precisamos é de trabalho. Teremos um mutirão cívico de ponta a ponta para recuperar os valores e os princípios".Alckmin anunciou que vai montar um grande time e que não vai haver aparelhamento do Estado nem governo de amigos. "Política, para nós, não é uma luta patrimonialista. É serviço e instrumento do bem comum", afirmou.O presidente nacional do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), adotou no discurso a mesma linha de críticas ao presidente. "O país está cansado de pessoas que se omitem, que mentem, que são cara-de-pau, que têm a desfaçatez de fazer coisas e dizer que não fazem e se escondem atrás de fatos que não existem. Enfim, fazem com que tudo no País seja falso", afirmou. Tasso não citou o nome de Lula, mas afirmou que o Brasil perdeu o rumo."Corrupto"Ao abrir o ato político, o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que é preciso "remover o governo mais corrupto, incapaz e retrógrado da nossa história republicana".Ao ato político, organizado pelo PFL, não compareceram líderes do PSDB como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-prefeito paulistano José Serra. Os líderes do PFL compareceram em peso à cerimônia, que está se desenrolando na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados."Preparamo-nos", disse Bornhausen, "para ajudar o Brasil a rever o grande equívoco que foi a eleição de Lula, um operário que traiu sua classe, o moralista que presidiu o governo mais corrupto da História do Brasil, aquele que prometeu governar com os melhores e montou um ministério dos piores".

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