Alckmin diz que Serra na campanha 'não tem efeito prático'

Candidato tucano diz que presença de governador de São Paulo 'tem efeito de solidariedade'

REUTERS

25 de agosto de 2008 | 17h21

Pela primeira vez, o candidato a prefeito de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a presença do governador paulista José Serra na campanha indica solidariedade, mas não garante votos para sua eleição. "Não tem efeito prático. Tem efeito de solidariedade, de notícia de imprensa, mas não tem efeito prático", disse Alckmin a jornalistas enquanto participava de caminhada na avenida Jabaquara, zona sul da capital. "A população já sabe que nós somos do mesmo partido. Ele já apareceu na TV (propaganda eleitoral), mas não tem efeito prático", completou.     Veja também: Kassab alfineta Alckmin no horário eleitoral na TV Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor  Desde o dia 6 de julho, data do começo da campanha eleitoral, Serra não participa da campanha do partido. Gravou apenas um depoimento que foi exibido na propaganda eleitoral gratuita de TV de Alckmin e há dez dias está em viagem ao exterior.  O governador, que defendeu o apoio do PSDB à candidatura do prefeito Gilberto Kassab (DEM), seu vice quando era prefeito, foi voto vencido na escolha de Alckmin pela legenda. Dirigentes do PSDB, como o presidente nacional, senador Sérgio Guerra, consideram que a participação de Serra é importante para alavancar a campanha de Alckmin. Duas pesquisas eleitorais - Ibope e Datafolha - apontaram queda de Alckmin na intenção de voto dos eleitores paulistanos. Mais recente, o Datafolha indica Alckmin 17 pontos percentuais atrás de Marta Suplicy (PT).  "Pesquisa representa um momento", reage Alckmin. Ele conta que a campanha está realizando desde sexta-feira pesquisa diária pelo telefone com 1.200 eleitores. Os resultados, relata, confirmam Marta na liderança no primeiro turno e o tucano à frente no segundo. Nas ruas, a passagem do candidato tem como meta convencer eleitores em dúvida. Com a bandeirinha de Alckmin nas mãos, Cláudia, dona de casa com três filhos, afirmou que ainda está indecisa entre o tucano e a petista. "Candidatos prometem muito", disse. Kassab, que passou de 11% para 14% no Datafolha, ainda aguarda que o crescimento da avaliação de sua gestão se transforme em votos e ele possa ultrapassar Alckmin chegando ao segundo turno.  "Diferentemente dos meus principais adversários, eu nunca disputei um cargo majoritário. Na medida em que a campanha se desenvolva nós vamos ter o cidadão associando a boa gestão à candidatura. É um processo", afirmou o prefeito, que ainda enfrenta boa dose de desconhecimento junto ao eleitor. Kassab cumpriu compromisso de campanha na sede da Federação Paulista de Futebol.      (Reportagem de Carmen Munari)

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