Alckmin diz que se espelhará no pai, em Montoro e Covas

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, deverá se espelhar em três nomes, caso venha a se tornar o candidato do PSDB na disputa à Presidência da República: seu pai e os ex-governadores paulistas Franco Montoro e Mário Covas. A afirmação foi feita por Alckmin hoje, em Santos, logo após ter participado de uma missa em homenagem aos cinco anos da morte de Covas."Política você faz com princípios e com valores", disse Alckmin, destacando que essas três pessoas foram essenciais para a sua formação política. "Tem um ditado popular que diz: diga-me com quem andas e te direi quem és."Apesar de insistir que não se sente como único herdeiro do legado deixado por Covas, Alckmin caracterizou como um privilégio o fato de ter trabalhado com o ex-governador. "Eu tive o privilégio de ser co-piloto de um bom comandante", comentou.Ele aproveitou para agradecer o apoio dado pela viúva do ex-governador, Lila Covas, à sua pré-candidatura à Presidência da República. Disse ter recebido a notícia "de maneira muito honrosa". "A Dona Lila é muito franca, muito espontânea."Apesar de ter assistido à missa ao lado de diversos nomes do PSDB que apóiam sua candidatura, Alckmin preferiu manter o mesmo discurso dos últimos dias, no que se refere à questão eleitoral. O governador voltou a dizer que é apenas uma questão de dias para que o partido escolha um nome para a disputa de outubro, insistindo que o processo decisório da legenda está amadurecendo.Questionado sobre, se a ausência do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), na missa poderia significar algum desconforto com o apoio de Lila Covas, Alckmin insistiu que os eventos da manhã de hoje são apenas o início de um dia de homenagens, que será encerrado à noite, em uma cerimônia da Sala São Paulo, na capital paulista.Além disso, o governador aproveitou para reiterar que irá apoiar o prefeito de São Paulo, caso seu rival venha a ser escolhido para disputar a Presidência. "Eu quero deixar claro o seguinte: quem apostar em divisão do PSDB vai errar. O partido estará unido."Ainda assim, ele admitiu a existência de um sentimento na legenda, envolvendo, inclusive, o prefeito Serra, de que uma definição não deve ficar para a última hora. "É um sentimento de todo o partido, de que chegamos à hora de decisões e que isso não precisa ser feito na véspera do dia 31 de março", afirmou.Alckmin aproveitou a ocasião para comentar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de manter a verticalização das coligações partidárias. Apesar de afirmar que a decisão "não ajuda, nem atrapalha" a candidatura tucana à Presidência, o governador ressaltou que esta é uma medida lógica, considerando os prazos constitucionais para que sejam mudadas as regras eleitorais. "A decisão do TSE me parece lógica, na medida em que respeita o princípio da anualidade", disse.

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