Em convenção, Alckmin diz que PT chegou ao fundo do poço

Num ataque direto a Lula, ele afirmou que o 'povo não é bobo' e que sabe que o petista também é responsável pela situação do País

Isadora Peron e Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

05 de julho de 2015 | 13h55

BRASÍLIA - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, fez duras críticas ao PT durante o seu discurso na convenção nacional do PSDB neste domingo, 5. O tucano afirmou que o partido da presidente Dilma Rousseff chegou ao "fundo do poço" e que o governo deixará como único legado o "petrolão".

"O PT chegou ao fundo do poço e cabe a nós a missão de não deixar carregar o Brasil junto com eles", disse.

Um dos nomes cotados para ser candidato do partido nas próximas eleições presidenciais, Alckmin defendeu que o PSDB, por ser o maior partido de oposição, tem que questionar qual é seu papel diante da crise pela qual passa o país.

O tucano também atacou uma das principais bandeiras do PT, de ser um partido identificado com as classes mais baixas. "Ficou claro que o PT não gosta dos pobres, do social, gosta do poder a qualquer preço", disse.

Para Alckmin, o PT "contaminou" o Estado, como um "parasita", e agora, ao propor o ajuste fiscal, tenta "debelar a doença com os remédios errados", porque a conta vai ficar com os mais pobres. 

Num ataque direto ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele afirmou que o "povo não é bobo" e que sabe que o petista também é responsável pela atual situação do País.

Parlamentarismo. Diante do enfraquecimento do governo da presidente Dilma, o senador José Serra (PSDB-SP) defendeu, durante a convenção nacional do PSDB, que o partido adote a bandeira do "parlamentarismo".

Segundo o senador, essa é a melhor forma de governo, porque permite a troca, "sem traumas", do primeiro-ministro, diferentemente do que acontece hoje no presidencialismo. A ideia vem sendo defendida pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "No parlamentarismo, quando o governo vai mal, ele é trocado, sem traumas", afirmou Serra.

Em seu discurso, o tucano afirmou que o País atravessa a pior crise que ele já vivenciou e defendeu que cabe às "forças democráticas oferecer alternativas" para que o Brasil saia dessa situação. "E não vai ser fácil, porque o estrago feito pela era PT foi gigantíssimo", disse.

O tucano comparou o governo da petista com a do presidente João Goulart, destituído do cargo pelos militares. "Infelizmente não é só uma crise econômica, é uma crise política, de valores. Esse é o mais fraco governo que eu tenho memória em toda a minha vida. O de Jango, em 1964, era de uma solidez granítica se comparado com o de Dilma", afirmou.

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