Alckmin diz que presidente da CPTM é 'extremamente respeitado'

Governador afirma que é preciso 'analisar com cuidado' suspeita envolvendo Mário Bandeira, que foi indiciado pela PF por suposta fraude no cartel de trens durante governos do PSDB

Fabio Leite, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2014 | 12h39

SÃO PAULO - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), disse neste sábado, 6, que o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) indiciado pela Polícia Federal por suspeita de fraude no cartel metroferroviário no Estado é "uma pessoa extremamente respeitada" e que é preciso "cuidado para não fazer injustiça com as pessoas".

Mário Bandeira é um dos 33 indiciados pela PF no inquérito que investigou o cartel entre 1998 e 2008, nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. Nesta sexta-feira, 5, o promotor Marcelo Milani, do Ministério Público Estadual (MPE) defendeu o afastamento do dirigente. 

"Eu não acho, eu tenho certeza (que Bandeira deveria ser afastado). Mas eu não sou o governador do Estado. Eu sou promotor", disse Milani, autor da ação que pede a dissolução de 11 empresas sob suspeita de cartel e o ressarcimento de R$ 418,3 milhões aos cofres públicos.   

"Nós precisamos analisar com cuidado. O doutor Mário Bandeira é metroviário desde 1973. Então, ele tem 41 anos de serviço público, pessoa extremamente respeitada. Então, nós vamos verificar, já pedimos toda a documentação do Ministério Público, vamos verificar com cuidado para não fazer injustiça também com as pessoas", afirmou Alckmin neste sábado, após visitar um parque no Horto Florestal, na zona norte da capital paulista, revitalizado pelo Estado.  


O tucano voltou a afirmar que se ficar comprovado que houve cartel para fraudar licitações de trens e do Metrô de São Paulo, o governo "é vítima". "Se ficar comprovado cartel, as empresas já estão sendo processadas, vão indenizar o Estado. E se tiver algum agente público, seja quem for envolvido, ele será punido", afirmou o governador, que não disse se vai afastar ou não o presidente da CPTM.

"Tanto é que nós entramos há um ano atrás, novembro de 2013, com uma ação contra as empresas. Quem apura cartel é o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica). Nós estamos ajudando para que essa apuração ocorra", completou Alckmin, que inicia em janeiro seu quarto mandato à frente do governo paulista.


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