Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Alckmin diz que novo ministro da Justiça 'vai prestar um grande trabalho'

Para o governador de SP, 'hoje em dia é politicamente incorreto cumprir a lei'

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2016 | 21h37

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou há pouco ter total confiança no trabalho do agora secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, no comando do Ministério da Justiça do presidente em exercício Michel Temer. "Vai fazer falta em São Paulo, mas vai prestar um grande trabalho na área federal", afirmou, após participar de solenidade de posse do ministro Gilmar Mendes como presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Alckmin destacou o currículo de Moraes e disse que "desta nova geração um dos mais brilhantes homens públicos brasileiros". "Alexandre é um verdadeiro exemplo de respeito a lei e firmeza", afirmou.

Ao ser questionado sobre as críticas de violência excessiva que o então secretário de segurança sofreu por conta dos episódios das invasões das escolas estaduais, Alckmin disse que o povo brasileiro está "cansado de bagunça". "Hoje em dia é politicamente incorreto cumprir a lei. Não é possível o país continuar desta forma", disse. 

Alexandre Moraes, a quem caberá indicar o diretor-geral da Polícia Federal, que integra da força-tarefa da Operação Lava Jato, respondeu de forma bastante truculenta quando questionado sobre as críticas que recebeu.  "A partir do movimento que, seja MTST, seja ABC, ZYH, a partir do momento que deixa o livre direito de se manifestar, colocar risco as pessoas, são atitudes criminosas e vão ser combatidos", afirmou.

Temer. Alckmin disse que conversou rapidamente com Temer durante a solenidade e disse que é preciso dar tempo ao presidente em exercício para que ele "tome pé da situação". "Entendo que ele terá conjunto de missões. A mais importante agora é na área economia e a outra a na reforma política", disse. Para o governador paulista, dificilmente a presidente afastada Dilma Rousseff retomará o cargo. "É muito pouco provável. A hipótese de não ser definitiva é muito pequena".

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