Alckmin diz que não fará campanha anti-Lula

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, candidato indicado do PSDB à presidência da República, disse que não fará uma campanha anti-Lula. Ele se encontrou rapidamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na solenidade de posse de Enrique Ricardo Lewandowski como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). "Tenho grande respeito pelo presidente Lula. Não vou fazer campanha anti-Lula e anti-PT. Vou fazer uma campanha para frente, Projeto Brasil de crescimento", afirmou.Alckmin avaliou que o povo está cansado de luta política e quer eficiência e resultados. "Eu represento uma nova política. Acredito nela e não vou mudar", afirmou o candidato tucano. Aliança com PFLAlckmin, afirmou, antes de se dirigir ao Congresso, que o PFL é "preferencial" para uma aliança com o PSDB na campanha presidencial. Ele disse que trabalha para fazer alianças, porque elas são importantes não apenas para ganhar a eleição, mas também para governar e cumprir o programa de trabalho. Lembrou que o PFL tem um compromisso com o prefeito Cesar Maia: "Se ele não for candidato (à presidência), se o PFL não tiver candidato, nós queremos, sim, fazer aliança." Alckmin evitou falar de nomes e de eventual preferência por um político da Região Nordeste para ser o candidato a vice-presidente na chapa do PSDB. Alckmin considerou "um piso alto" o fato de as pesquisas apontarem seu nome com cerca de 20% na preferência do eleitorado para a presidência da República. "Eu imaginava começar com um dígito, com 8% ou 9%", afirmou, lembrando que nunca disputou uma eleição nacional.Política econômicaAlckmin disse que há questões na economia que precisam ser melhoradas e que fará isso, se for eleito. Ele criticou o governo Lula afirmando que o PT se diz de esquerda, mas tem como presidente do Banco Central Henrique Meirelles e "tem a maior taxa de juros do mundo e a política monetária mais conservadora do Planeta".Alckmin disse que, em São Paulo, ele fez "a maior resolução do desenvolvimento" e lembrou que, em 2004, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado cresceu 7,6, "um crescimento chinês", como afirmou. Disse, também, que o governo paulista vai investir, neste ano, R$ 9,1 bilhões. "Para mim, é desenvolvimento com inclusão social", afirmou. Ele não respondeu se mexeria na taxa de juros, um dos objetos de suas críticas.

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