Alckmin diz que não elevará impostos

O governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), garantiu esta manhã que não promoverá aumento de tributos, apesar da perda de receita acarretada pela decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), na última 4ª feira, de elevar o teto de isenção para cobrança de contribuição previdenciária dos inativos. "Tenho a impressão de que quase 90% dos inativos vão deixar de pagar em São Paulo. Mas eu quero tranquilizar a população e dizer que não vamos aumentar imposto", disse ele, durante caminhada ao lado do candidato à prefeito de SP, José Serra (PSDB), no bairro de Cidade Vila Nova, em São Miguel Paulista, zona Leste da capital. Alckmin disse que o governo estadual fará um esforço de ajuste para tentar cobrir as perdas calculadas em R$ 180 milhões anuais para o Estado de SP. Segundo ele, os Estados e municípios foram os maiores prejudicados com a decisão do STF e a União a menos penalizada, uma vez que tem uma folha menor e salários mais altos. Ele também comentou a conversa que teve esta semana com o ministro da Fazenda, Antônio Palocci, ao lado do governador de Minas Gerais, o tucano Aécio Neves, sobre a proposta de unificação da legislação do ICMS. De acordo com Alckmin, o ministro gostou do projeto, mas o andamento depende do governo federal. As principais vantagens da unificação, destacou o governador, serão os ganhos econômicos para o País. "Não é para termos ganhos tributários e aumentar impostos para arrecadar mais. É para termos ganhos econômicos, para o País poder crescer mais, ter mais eficiência econômica, mais emprego e renda", avaliou. Para ele, a reforma tributária precisa andar. "Ela não avançou. Só o que tivemos até agora foi a prorrogação da CPMF e da Desvinculação de Receitas da União (DRU)", sustentou.

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