Alckmin diz que não abre mão de sua candidatura

O governador de São Paulo e pré-candidato pelo PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, sinalizou hoje não estar disposto à abrir mão de sua candidatura caso seja feita tal solicitação pela cúpula do partido no encontro a ser mantido provavelmente amanhã, na capital paulista. "Mais claro do que eu falo, impossível. Não mudei de posição", disse o governador, ao ser indagado se estaria disposto à abrir mão da candidatura em favor do prefeito de São Paulo, José Serra. "Encerro uma missão de quase 12 anos na frente do Estado e coloco meu nome para trabalhar pelo Brasil", complementou, referindo-se inclusive ao período em que foi vice-governador.Alckmin que assinou uma lei de incentivo à produção cultural por meio de benefícios fiscais e recursos do próprio Estado, durante evento na Sala São Paulo, insistiu que a decisão dentro do PSDB deverá sair de forma consensual. "Talvez não haja necessidade de prévias", observou.O encontro entre Alckmin, o presidente nacional do PSDB, Tasso Jereissati (CE), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e o governador de Minas, Aécio Neves, ainda não está confirmado mas deverá acontecer amanhã, durante o almoço. Se acontecer mesmo amanhã, este será mais um ato de uma extensa agenda política a ser conduzida pelo governador. Logo pela manhã, ele tomará café com os 22 deputados do PSDB com mandato na Assembléia Legislativa paulista, quando receberá apoio para a candidatura presidencial. À noite, o governador paulista participa de um jantar, em Brasília, com a presença de toda a bancada tucana da Câmara dos Deputados.Ainda ao tratar da sua conversa com o triunvirato FHC-Tasso-Aécio, Alckmin indicou que estará mais disposto a ouvir do que a falar. Mais uma vez, brincou com o seu apelido de "picolé de chuchu", ao comentar o encontro: "vai ter chuchu no encontro". O governador disse acreditar que as três lideranças do partido ouvirão toda a base antes de definir o candidato presidencial. "Os três não decidem (a candidatura). Eles vão ouvir o partido e interpretar as manifestações", observou.

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