Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Alckmin diz que deixar escolha de presidenciável para abril é 'fazer política de improviso'

Governador, que aparece abaixo de Doria em levantamento divulgado nesta terça-feira, diz que pesquisa 'não é parâmetro' para escolha

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2017 | 12h28

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quarta-feira, 20, que deixar a escolha do candidato à Presidência da República pelo partido para abril ou maio é "fazer política de improviso" e afirmou que pesquisa eleitoral "não é parâmetro" para a escolha do presidenciável. A declaração foi dada um dia após a divulgação da pesquisa CNT/MDA, que mostra o governador abaixo das intenções de voto de seu afilhado político, o prefeito João Doria (PSDB). 

"Se tivermos dois candidatos, podemos marcar prévias para o comecinho do ano. Não precisa ser decidido nada agora, mas não defendo deixar nada para a última hora. Tudo o que é improvisado é mal feito. Aliás, no Brasil precisamos parar com a improvisação, inclusive na política", afirmou o governador em evento do Prêmio Excelência em Competitividade, realizado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A escolha até o fim do ano para o candidato ao Planalto pode favorecer o governador, mas não é consenso dentro da legenda.

Segundo o levantamento, divulgado pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Doria está com 2,4% das intenções de voto, um crescimento de 2.1 pontos percentuais em relação a fevereiro. Já Alckmin aparece com 1,2% dos votos, ante 0,7% no levantamento anterior. Os números têm como base a consulta de intenção de voto espontânea, ou seja, quando não é apresentado nenhum nome aos entrevistados. 

O governador justificou o resultado, também, dizendo que não tem feito tantas viagens pelo País. "Também não tenho viajado tanto", disse, numa declaração que parece uma alfinetada a Doria, que tem feito viagens nacionais e internacionais. 

Na contramão do que tem dito Doria, que levanta a ideia de que o PSDB considere as pesquisas eleitorais para a escolha do candidato, Alckmin diz que os levantamentos não devem ser parâmetro.

"Este não deve ser o parâmetro. Se fosse escolher por pesquisa, o segundo turno em São Paulo (para a prefeitura) teria sido entre Celso Russomano e Marta Suplicy"

Apesar de não ser o tucano melhor sucedido no levantamento, Alckmin disse ter considerado o resultado ótimo. "Achei ótima a pesquisa. Estamos praticamente empatados. E eu não disputei eleição no ano passado. A última que disputei foi em 2014 e eleição para governador fica sempre escondida por causa da eleição para presidente.”

"Precisamos planejar as coisas. O país é um país continental. Quem for escolhido candidato, vai ter de fazer alianças,  discutir um grande projeto para o Brasil com a sociedade, viajar pelos vários Brasis. Por isso, tenho defendido, que não se pode deixar para lá na frente, na última hora."

O governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo (PSD), também esteve no evento desta manhã. Em um agrado ao paulista, ele disse que disse no palco que espera ver Alckmin em outra posição em breve.

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