Alckmin diz que dará prioridade à saúde e à educação

O candidato do PSDB à Prefeitura, Geraldo Alckmin, prometeu hoje dar prioridade às áreas da Saúde e Educação, caso seja eleito. A promessa foi feita durante o lançamento de seu programa de governo no Club Homs, na região central da cidade. Entre as propostas do tucano, estão construir três hospitais em regiões crentes da capital, criar dez centros de especialidade, zerar o déficit de vagas nas escolas de educação infantil e reduzir o déficit de 110 mil vagas nas creches. "Na saúde, vamos fazer o que é básico: médico no posto, na Unidade Básica de Saúde (UBS), e no programa Saúde da Família", disse. "Vamos nos empenhar ainda pela escola em tempo integral, para valorizar o professor."Antes de apresentar seu plano de governo para uma platéia de cerca de 200 pessoas, o vice-prefeito, Campos Machado (PTB), pediu a todos que ficassem de pé, dessem as mãos e fizessem uma "corrente de fé e esperança". Machado puxou o coro: "Boa sorte Geraldo Alckmin, a Prefeitura lhe espera, que Deus o proteja".Durante o discurso, o candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) relembrou as origens do PSDB e seu passado ainda no MDB, fazendo oposição à ditadura militar. O candidato voltou a adotar tom conciliador e dirigindo-se aos repórteres presentes ao evento, disse: "Me perguntam se vou atacar fulano ou beltrano. Não vou. Isso aqui não é vale-tudo."Ele aproveitou a oportunidade para dizer que na política alguns gastam muito tempo com o "disse-que-disse", citando a expectativa que havia a respeito do apoio do governador do Estado, José Serra. "Serra é fundador do PSDB, ele esteve na nossa convenção e gravou participação para o meu programa na TV", disse Alckmin.Alckmin reiterou que, agora, pretende inverter a ordem e manter o trabalho conjunto. O candidato também procurou mostrar identificação com o principal cabo eleitoral da adversária do PT, Marta Suplicy, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Disse que pretende trabalhar em "parceria" com o petista. "Lula não é presidente do PT. É presidente do Brasil", disse. Em entrevista, reafirmou a intenção de união. "Na eleição cada um defende o seu partido, mas não há razão para ter 3º ou 4º turno."

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