Alckmin diz que credibilidade de ACM é baixa

O governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) procurou minimizar a importância do discurso de renúncia que o senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA) fará amanhã no Senado. "A palavra é livre", disse. Para Alckmin, nem mesmo a recente declaração de ACM - de que o presidente da República Fernando Henrique Cardoso deveria "ficar preocupado" com o texto da renúncia - gera algum tipo de expectativa. "Ele tem baixa credibilidade", afirmou, referindo-se ao político baiano. Alckmin evitou fala sobre a insistência com que seu nome vem sendo lembrado pelo PFL, como uma das alternativas para disputar a Presidência da República em 2002.O governador afirmou, mais uma vez, que hoje não é candidato nem à reeleição ao goveno estadual nem à Presidência, e reiterou que é cedo para antecipar o processo eleitoral. "Estamos em 2001, é ruim para o País falar disso agora. Encurta o governo, que começa a ter problema com os partidos que compõem a base aliada", reafirmou Alckmin. Como é um dos políticos do PSDB menos identificados com o desgaste que o governo federal vem sofrendo, Alckmin aparece como a melhor alternativa para o PFL, em caso de manutenção da aliança. Mas a estratégia pefelista também pode ser simplesmente criar obstáculos à candidatura do ministro da Saúde, José Serra, tucano paulista cotado para disputar a sucessão de FHC. Alckmin negou que tenha conversado sobre esse assunto com o vice-presidente da República Marco Maciel (PFL-PE), que esteve no Palácio dos Bandeirantes há menos de duas semanas. "Ele veio conversar sobre a situação política", disse Alckmin, sem entrar em detalhes. Extra-oficialmente, a visita de Maciel teria sido uma "precursora". Para aprofundar as discussões sobre o tema sucessão presidencial/candidaturas haveria um encontro com o presidente nacional do PFL, senador Jorge Bornhausen (PFL-SC), que já teria sido agendado. "É natural que vários nomes sejam lembrados", disse Alkcmin, comentando a opção Serra. "Mas não o meu, eu sou soldado raso."

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