Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Alckmin diz que aliança para a campanha poderá reunir até oito partidos

Presidenciável do PSDB já tem apoio de PPS, PSD, PV e PTB, e busca outras legendas do chamado Centrão

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

15 Junho 2018 | 15h58

SÃO PAULO - Após ser cobrado pelo próprio partido e aliados, o pré-candidato à Presidência da República pelo PSDB, Geraldo Alckmin, ouviu um apelo nesta sexta-feira, 15, para ser mais didático na campanha e se esforçar mais para ganhar a eleição. O pedido foi feito por um dos membros da plateia em palestra a médicos da Universidade de São Paulo (USP). Como resposta, o tucano disse que o quadro de alianças pode chegar a oito partidos na campanha presidencial.

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"Muita gente que está dizendo que é candidato não é candidato, vamos saber em agosto quem é e quem não é. Estamos caminhando com cinco partidos e acho que pode chegar a sete ou oito partidos", afirmou Alckmin. O presidenciável já avançou em atrair o apoio de PPS, PSD, PV e PTB, e ainda busca conversar com DEM e outras legendas do chamado Centrão.

Após Alckmin apresentar suas propostas na área da Saúde, o urologista Miguel Srougi afirmou ao ex-governador paulista que o pensamento dele estava correto e que o tucano era um dos melhores políticos do Brasil, mas que precisava ser mais didático para conquistar o eleitor e ganhar a eleição.

"O problema é que o senhor precisa ganhar a eleição", disse o médico. "O povo não vai se sensibilizar se disser que conseguiu um superávit de R$ 5 bilhões, mas o filho doente foi de posto em posto e morreu", completou. Para o urologista, o eleitor está interessado em saber como vai conseguir emprego, alimentação e ter serviços públicos de qualidade.

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Como resposta, Alckmin disse que "democracia dá trabalho" e que ele está buscando explicar como atingir sua promessa de dobrar a renda do brasileiro. Um diferencial de outros pré-candidatos, acrescentou, é o fato de ser médico. "O médico é o cuidador, e a política tem esse sentido de cuidar, do abraço coletivo. Meu dever é melhorar a Saúde. Não vamos fazer mágica, mas vamos melhorar."

Alianças

Após o evento, realizado na Congregação da Faculdade de Medicina da USP, Alckmin disse que as alianças eleitorais serão fechadas apenas no fim de julho. Mais uma vez, o tucano acenou para o DEM, que lançou Rodrigo Maia como pré-candidato, dizendo que o PSDB está junto com os democratas em diversos Estados.

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"Vários fatores criam um laço de identidade", afirmou. Na quinta-feira, 14, o DEM anunciou apoio ao PSDB na eleição para o governo de São Paulo. Sobre a disputa estadual, Alckmin declarou não ver nenhum problema em participar de futuras agendas públicas com o pré-candidato do seu partido, João Doria, e com o governador Márcio França (PSB), que foi seu vice e deve disputar a reeleição. 

Datena

Em entrevista ao colunista José Fucs, do site BR18, do Grupo Estado, Datena, filiado ao DEM, reforçou seu desejo de concorrer a uma vaga no Senado em São Paulo, provavelmente na chapa do ex-prefeito João Doria (PSDB), mas disse que avalia também o lançamento de uma candidatura à Presidência. A participação como vice na chapa de Geraldo Alckmin é outra opção que estaria no radar do apresentador.

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"Eu gosto do Datena, acho ele autêntico, acho que ele tem espírito público, gosto do jeitão dele. Cabe a ele definir ao que ele pretende ser candidato. Eu estimulo", disse Alckmin, repetindo uma frase de que "a pior política é a omissão".

Em seguida, Alckmin negou que estivesse considerando o apresentador como um bom perfil para vice. "Não, não. Não é isso que eu estou dizendo."

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