JF Diório/Estadão
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Alckmin diz que ajuste fiscal só funcionará se houver crescimento 'mínimo'

Para o governador de São Paulo, ajuste programado pelo governo Dilma não resolverá problema do País se não for coordenado com resultados na economia

Lucia Morel e Kleber Claus , O Estado de S. Paulo

29 de julho de 2015 | 15h27

CAMPO GRANDE - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu que o ajuste fiscal pretendido pelo governo Dilma só vai funcionar se houver crescimento econômico. Durante participação no Circuito Expocorte, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Alckmin falou também sobre reunião com a presidente, prevista para contecer amanhã, 30.

O governador paulista, afirmou que, para que o ajuste fiscal seja aplicado, é preciso foco.“O ajuste fiscal precisa ser feito, mas precisa ter foco. Se o Brasil não crescer o mínimo, não tem ajuste fiscal que funcione. Porque quando a economia cai 1%, a arrecadação cai 2%. Se a economia cai 2%, a arrecadação cai 5%. É obvio. Então não tem ajuste fiscal por si só que vai resolver o problema”.

Sobre a reunião convocada por Dilma para amanhã, 30, com governadores, Alckmin disse que vai defender que o foco das ações federais no País seja a manutenção e preservação dos postos de trabalho em todo o Brasil. Também afirmou que os setores de exportação, construção civil, infraestrutura e logística são os que mais podem sustentar o País neste momento de crise.

“Nós temos que preservar os empregos no momento de crise. No mês passado foram mais de 110 mil brasileiros que perderam seus empregos. Temos que preservar e criar empregos. Esse vai ser nosso foco para ajudar nesse momento”, comentou ao lembrar que o encontro de amanhã foi marcado pelo próprio Planalto e que se as demandas apresentadas forem favoráveis ao Brasil, “nós vamos ajudar, com foco na questão de preservar empregos e ativar a economia”.

Alckmin também enfatizou que aposta no fomento de certos setores para o aquecimento econômico brasileiro, citando que “eu vejo que a exportação pode ajudar, a construção civil, a infraestrutura e a logística podem ajudar a aquecer um pouco a economia”.


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