Alckmin diz que acusações de Mercadante são 'futrica'

Em campanha na Praia Grande, o candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, rebateu as críticas feitas pelo candidato petista, Aloizio Mercadante, sobre a demissão do diretor de jornalismo da TV Cultura, Gabriel Priolli, e defendeu o projeto tucano de concessão das estradas paulistas executado nos últimos anos. "Isso é coisa de quem não tem propostas e vive de fazer futrica, pessoas que destroem. Nós queremos é construir, fazer uma campanha para frente, falando do que interessa à população", disse Alckmin, citando propostas de Educação e Saúde. O candidato fez caminhada eleitoral hoje no bairro do Boqueirão, centro comercial de Praia Grande, na Baixada Santista.

REJANE LIMA, Agência Estado

10 Julho 2010 | 19h27

Pela manhã, Mercadante afirmou que o PT entraria com uma representação no Ministério Público Eleitoral do Estado para apurar o que classificou de "aparelhamento partidário dentro da TV Cultura". De acordo com Mercadante, há indícios de ingerência por parte do governo na emissora pública pelo fato de o diretor de jornalismo ter sido afastado após pautar uma reportagem sobre as tarifas de pedágio nas estradas paulistas, segundo Mercadante, um tema incômodo ao PSDB. A reportagem não foi ao ar.

Questionado sobre o fato de seus adversários estarem propondo redução nos pedágios, Alckmin mais uma vez elogiou o modelo de concessão paulista. "A Imigrantes foi feita em 34 meses, as rodovias federais são chamadas de estradas da morte, como a Régis Bittencourt. Três anos depois, nem começou a duplicação, já devia ter caducado um contrato desses", disse o candidato, completando que se precisar, vai analisar "um caso ou outro isolado" do valor dos pedágios.

Presente na caminhada eleitoral, o candidato tucano ao senado Aloysio Nunes aproveitou o fato de o PT afirmar que vai procurar o MP no caso da TV Cultura para criticar o partido adversário. "Quem sabe ele (Mercadante) não aproveita para explicar ao Ministério Público de onde veio o R$ 1,7 milhão de dinheiro sujo que foi usado para comprar o dossiê dos aloprados, dinheiro público que foi usado para comprar um dossiê fajuto contra o Serra na campanha dele", disse o candidato, em alusão à eleição de 2006 para o governo do Estado.

De acordo com Nunes, Mercadante não tem "a menor autoridade política nem moral para ir ao Ministério Público nesse caso". "Ele é membro de um partido, o PT, que pretende instituir o controle social da mídia, que é uma forma do ''garroteamento'' da liberdade de imprensa", completou.

Além de Alckmin e Aloysio Nunes, o candidato ao senado Orestes Quércia (PMDB) também compareceu à caminhada, que começou às 17h15 e reuniu cerca de 250 pessoas durante uma hora. Os candidatos tucanos da região, Alberto Mourão e Raul Cristiano, que concorrem a uma vaga na Câmara dos Deputados e Cássio Navarro, candidato a uma cadeira na Assembleia Legislativa, também participaram do evento eleitoral.

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