Alckmin diz que aceita assumir a presidência do PSDB

"Topo", disse o governador após reunião no Bandeirantes com os tucanos Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Marconi Perillo

Pedro Venceslau, O Estado de S. Paulo

27 Novembro 2017 | 23h23

 

Após duas horas de reunião na ala residencial do Palácio dos Bandeirantes com o senador Tasso Jereissati (CE), o governador de Goiás, Marconi Perillo e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que “topa” assumir a presidência nacional do PSDB “em nome da unidade partidária”.

O caminho foi aberto para Alckmin depois que Tasso e Perillo, que iam disputar prévias para o cargo, disseram nesta segunda-feira, 27, que retirariam seus nomes da disputa. “Ambos disseram que abririam mão se eu tivesse disposição de participar do processo de escolha. Eu agradeci a generosidade e o desprendimento de ambos. Se meu nome puder unir o partido, como vigoroso instrumento de mudança para o Brasil, é o nosso dever", afirmou Alckmin.

Questionado por jornalistas se a declaração significava que ele aceitaria o cargo, Alckmin respondeu: “Topo”. "Se for esse o caminho para unir o partido, nosso nome está à disposição", afirmou o governador.

O nome de Alckmin será referendado pelo partido na renião da Executiva que está marcada para 9 de dezembro. Ao assumir a presidência do PSDB, o governador de São Paulo se consolida como principal nome para concorrer pelo partido à Presidência da República em 2018.

No Bandeirantes, Alckmin também foi questionado sobre sua posição em relação ao desembarque do PSDB do governo. Desde quando Michel Temer foi alçado à Presidência, em maio do ano passado, o governador sempre declarou que o partido não precisaria ter cargos no governo para apoiar as reformas. “Minha posição nunca mudou. Sempre achei que não devia ter entrado, mas a decisão majoritária na época foi outra", disse.

O governador afirmou que a executiva do PSDB se reunirá nessa semana para montar a comissão que vai organizar as prévias da legenda. Além Alckmin, o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, se apresentou como pré candidato à presidência da República. 

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