Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Alckmin diz não haver pressa para escolha de candidato em SP

Governador de São Paulo afirma que nome só virá no segundo semestre e que, agora, só haverá uma 'definição política'

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2018 | 12h47

Presidente nacional do PSDB, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse na manhã desta segunda-feira, 19, que o partido não tem motivo para ter pressa em escolher seu candidato ao governo do Estado nem para buscar partidos para formar alianças. Já ao prefeito João Doria (PSDB), cotado para a disputa, interessa que as prévias do tucanato ocorram antes do dia 7 de abril - data limite para desincompatibilização de cargos.

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"Não há nenhum atraso nem razão de pressa. As convenções partidárias só podem ser feitas no final de julho ou começo de agosto. Só se vai ter candidato mesmo no segundo semestre. Agora o que se pode ter é uma definição política", disse o tucano ao ser questionado se a demora na definição do partido não atrapalha a legenda.

Nesta segunda, o vice-governador e pré-candidato à reeleição, Márcio França (PSB), anuncia o apoio do PSC à sua campanha, o quarto partido a aderir ao seu projeto. Os demais são o PR, o Solidariedade e o PROS. França ainda conversa com o PV, PPS, PCdoB, PDT e PRB.

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"Sempre defendi que termos um candidato único da base, a base aliada que elegeu o governador e o prefeito João Doria na capital, seria melhor. Mas temos mais de uma candidatura. O PSDB, como tem quatro pré-candidatos, deve fazer prévia. Agora, quando, é uma tarefa da Executiva estadual", afirmou. Alckmin disse ainda que os pré candidatos - Doria, Floriano Pesaro, José Aníbal e Luiz Felipe d'Ávila - devem conversar, chegar a um acordo sobre a data.

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Alckmin chegou a dizer publicamente que não seria obrigatório o PSDB ter candidato à sua sucessão, em uma indicação direta de que o apoio a França estava sendo cogitado. Aliados do tucano chegaram a declarar apoio formal ao vice, mas a recente disposição de Doria em disputar o cargo e a reação de parte dos parlamentares do PSDB levou Alckmin a aceitar ter dois palanques governistas em São Paulo. Além disso, França ainda não assegurou o apoio nacional do PSB à campanha do governador à Presidência, outro empecilho para se tornar seu candidato.

A Executiva estadual se reúne nesta segunda para debater o formato e a data da prévia. A proposta do presidente estadual do partido, Pedro Tobias, sugere que o primeiro turno ocorra no dia 18 e, o segundo, em 25 de março.

 

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