Alckmin diz estar muito satisfeito e otimista com pesquisa

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pré-candidato pelo PSDB à Presidência da República, disse hoje ter recebido com "muita satisfação e otimismo" o resultado da pesquisa CNT/Sensus, que o posicionou com 17,4% das intenções de voto no primeiro turno. Ele avaliou, entretanto, que a pesquisa deve ser recebida com humildade pelos presidenciáveis. "É vestir as sandálias da humildade, sem salto alto, porque eu já vi muito político vestir salto alto e perder a eleição", declarou o governador, após participar de cerimônia em que o governo do Estado firmou um contrato de R$ 220 milhões para a compra de 48 carros ferroviários da empresa Alstom.Segundo o governador, seu posicionamento nas pesquisas, numa faixa entre 18% e 20%, é "um bom piso para começar", pois ele entende que até o momento as pesquisas não refletem intenção de voto, mas apenas o grau de conhecimento de cada presidenciável. "A campanha só vai começar com o horário eleitoral de rádio e televisão, em agosto. Agora, eu recebo com otimismo (os resultados) porque estou fora dos meios de comunicação de massa", analisou.O presidenciável tucano disse não acreditar, porém, que o crescimento do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente sobre o prefeito paulistano, José Serra, outro pré-candidato do PSDB, possa interferir na escolha do cabeça de chapa do partido. "Não é dessa forma que se escolhe o candidato. Há inúmeros fatores envolvidos", justificou.ImpunidadeGeraldo Alckmin criticou a manifestação feita ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante festa de aniversário do PT, quando disse que "errar é humano", numa referência ao envolvimento de petistas no escândalo do "mensalão".Alckmin insinuou que, com tal manifestação, o presidente seria conivente com a impunidade dos participantes do esquema, caso dos deputados do PT que estão em processo de cassação de mandato e compareceram à festa do partido. "Vi o presidente dizer que errar é humano. Agora, conviver com a impunidade não pode ser tolerado. Não podemos perder a capacidade de nos indignarmos com aquilo que está errado", disse Alckmin. "A impunidade que estimula a corrupção. Entendo que nós não podemos conviver com a impunidade", insistiu, sem desejar no entanto, explicar qual seria o grau de convivência de Lula com a impunidade.O presidenciável tucano reiterou não temer o depoimento de Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas Centrais Elétricas, sobre a participação de integrantes do PSBD num suposto esquema de corrupção dentro da estatal. "Não tem nada disso", declarou, referindo-se sobre o temor de Dimas depor na CPI dos Correios. "Quero que ponham na cadeia o criminoso que tenha fraudado."Ao comentar a ação do PT contra o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - que disse que a "ética do PT é roubar" -, Alckmin repetiu mais uma vez que estranhava a atitude do Partido dos Trabalhadores, "que sempre criticou tanto e não gosta de ser criticado". "O PT deveria ficar bravo não com o ex-presidente Fernando Henrique, mas com os fatos."

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