JF Diório/Estadão
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Alckmin diz estar aberto ao diálogo com o governo federal e que País vive 'policrise'

Governador de São Paulo comentou sobre eventual encontro da presidente com os representantes dos executivos estaduais

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2015 | 16h23

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou nesta sexta-feira, 24, que o País vive uma "policrise", não só econômica e política, e que estaria aberto ao diálogo com a presidente Dilma Rousseff para "buscar soluções".

Questionado se estaria disposto a participar de reunião de Dilma com os governadores, no Palácio do Planalto, Alckmin disse não ter recebido nenhum convite, mas afirmou estar disposto a conversar: "Diálogo é sempre importante, aliás é nosso dever dialogar, buscar soluções", disse, mas ressaltou: "Agora, é preciso ficar claro, primeiro, que nós estamos passando por uma crise gravíssima, uma 'policrise': crise política, crise econômica, crise social, crise ética".

Alckmin, citado com um dos nomes no PSDB cotados para disputar a sucessão de Dilma em 2018, também afirmou que o "trabalhador" não pode "pagar a conta de todos esses desajustes". "A gente vê com preocupação setores como construção civil, áreas importantes, retraindo e aumentando o número de desempregados."

De acordo com reportagem publicada nesta sexta-feira pelo jornal Valor Econômico, a presidente Dilma articularia uma reunião com governadores para a próxima semana. No encontro a presidente iria tentar selar um "pacto de governabilidade" diante da crise econômica e política que o País atravessa. Um dos convidados, o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), disse ao jornal que o Palácio do Planalto poderá chamar todos os 27 governadores. Um dos pedidos de Dilma aos governadores poderá ser a mobilização das bancadas no Legislativo para aprovar a reforma do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). 

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