Alckmin diz avaliar participação de Garcia e Aníbal no governo

Após arquivamento de inquérito contra parlamentares sobre envolvimento com cartel de trens em SP, tucano os elogia mas nega já ter feito convites para integrarem administração

Edgar Maciel e Ana Fernandes, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 12h55

São Paulo - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quarta-feira, 11, que ainda não fez convites para o deputado Rodrigo Garcia (DEM) e suplente de senador José Aníbal (PSDB) assumirem pastas no governo estadual. Com o arquivamento dos inquéritos contra os parlamentares no esquema de propinas no cartel metroferroviário em São Paulo, ambos os nomes voltaram a ser cotados para participar do primeiro escalão do governo tucano. Em entrevista coletiva, Alckmin falou em avaliar a participação deles e afirmou que "são bons nomes para o governo".

"Acho que se fez justiça. Havia uma denúncia nunca comprovada e sem nenhum fato comprovado", destacou Alckmin. "Vamos avaliar a participação deles nas próximas semanas", completou o governador.

Garcia e Aníbal eram investigados por suspeitas de participação em um esquema de propinas e fraude em licitações de trens e metrô no Estado por meio de um cartel entre as empresas, que teria operado entre 1998 e 2008, nos governos Mário Covas, José Serra e Geraldo Alckmin. Nessa terça-feira, 10, ministros da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) entenderam que não há provas concretas da participação de Garcia e Aníbal e determinaram o arquivamento dos dez inquéritos em que eram réus.

Com a decisão, o Palácio dos Bandeirantes celebrou a vitória na Justiça, que é vista como uma carta-convite para que ambos voltem a assumir secretarias no governo paulista.

Até dezembro de 2014, Aníbal era secretário de Energia, enquanto Garcia comandava a pasta de Desenvolvimento Econômico.

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